Análises

The Legend of Zelda - A Link to the Past: Toda lenda tem um começo! (Super NES)

Autor: lipe_vasconcelos - Atualizado em 28/06/08 - 0:57

ZELDA E O SEU SUCESSO ESTRONDOSO

Zelda se tornou de cara um dos maiores clássicos da Nintendo. As aventuras de Link começaram a ser contadas ainda no Nintendo 8 bits. O lançamento do segundo game da série (The Adventure of Link) dividiu muito opiniões, e a Nintendo começou o desenvolvimento de um terceiro Zelda para os 8 Bits da Nintendo, porém, como o jogo iria ser algo muito avançado para um processador de 8 bits o projeto do jogo foi cancelado e voltou a ser trabalhado quando o Super Nintendo chegou no mercado, e assim, os fãs puderam conhecer um dos melhores jogos da série. Legend Of Zelda: A Link to the Past, lançado em 1992.

A LENDA DA TRIFOCE

No princípio, a terra de Hyruli era apenas um vasto infinito. Então, os três poderosos deuses vieram para dar forma ao infinito, o deus da coragem lançou o fogo para fazer as terras e montanhas, o deus da sabedoria fez os céus, mares e as criaturas para habitarem estas terras e o deus da força deu a vida inteligente para cuidar deste novo mundo, nascia assim Hyrule e os seus habitantes chamados de Hylias.

Antes de partirem, os Deuses deixaram um símbolo deste poder que criou Hyrule e formaram um imenso triângulo a partir de três triângulos e deram a este símbolo o nome de Triforce. Segundo as lendas, aquele que possuísse a Triforce poderia pedir o que quisesse e seu desejo seria realizado.

Durante anos e anos, muitos procuraram pela Triforce, mas tudo que sabiam é que ela repousava num mundo que existia na sombra de Hyruli, um mundo conhecido como a terra Dourada. Um dia um ladrão especializado em magia negra conseguiu abrir o portal que leva até a terra dourada e encontrou a Triforce, seu nome era Ganondorf (Ganon) e seu desejo foi o de possuir um mundo só para ele. Na tentativa de vencer Ganon, o rei de Hyrule ordenou que os setes sábios de Hyrule selassem o portal que leva até a terra Dourada. Para isso, foi forjada uma espada que somente um puro de coração poderia usar, e com isso Ganon foi mandado para a terra dourada e o portal foi selado para que Ganon nunca mais deixasse o seu reino e a paz voltasse para a terra de Hyrule.

Passam-se anos e anos, e a lenda da Triforce e da guerra que selou Ganon na hoje chamada de Mundo da Escuridão ainda são contadas. Eis que surge Agahim, um feiticeiro que conquista o cargo de conselheiro chefe do rei. Tudo parecia bem até que surgem boatos cada vez mais estranhos. Uns dizem que Agahim dominou o rei com a sua magia, outros dizem que o selo dos sete sábios esta sendo quebrado. Numa noite decisiva, o feiticeiro domina o castelo de Hyrule, e os descendentes vivos dos sete sábios desaparecem misteriosamente.

Nesta mesma madrugada, o jovem Link é despertado de seu sono pela jovem princesa Zelda. Ela pede ajuda, mas por que ele? O que está acontecendo? Ninguém tem essa resposta, mas sabe-se apenas de uma coisa, o destino da terra de Hyrule está nas mãos daquele jovem garoto.

RESGATANDO PINGENTES E PRINCESAS

Zelda é um RPG bem diferente dos demais, é um dos poucos do estilo ação/aventura. As batalhas em Zelda acontecem em tempo real, aqui não existe a possibilidade de subir níveis, em vez disso, você deve pegar itens que aumentam o poder de Link, espadas, armaduras e escudos novos. Enfim, eu gosto muito do sistema de batalhas único de Zelda em tempo real. Não tenho muita paciência para RPG’s em que abrem uma nova tela pra cada batalha que deve ser enfrentada.

Os gráficos são simples, a visão do jogo é vista por cima. No geral, não existe uma grande diversidade de ambientes, mas ao mesmo tempo não é cansativo, e você nunca irá chegar em uma determinada área e dizer (Nossa, que coisa cansativa e repetitiva de ficar vendo). O Mundo da Escuridão é basicamente igual ao de Hyrule, o que muda é que o tom de suas cores tem algo mais escuro e tétrico, dentro dos calabouços o design gráfico ficou muito bom. Os desenhos dos personagens são bem aceitáveis. Em resumo, os gráficos não são nada ruins, mas também não conseguem impressionar.

O objetivo do jogo é passar por 12 calabouços e palácios. Nos três calabouços de Hyrule, você deve coletar três pingentes. No mundo da escuridão, serão sete donzelas descendentes dos sete sábios. Elas foram aprisionadas em cristais que devem ser recuperados, cada um dos pingentes e das donzelas estão dentro de palácios que precisam de muita paciência para serem resolvidos e que são guardados por um mestre. Na prática, a coisa não é tão simples assim.

Equipamento de herói

Em todo bom RPG, você deve ficar um bom tempo andando por aí, descobrindo caminhos, mistérios e conversando com pessoas que nem sempre terão algo de valioso a dizer. Em Zelda, não é diferente. Em praticamente todas as missões do jogo, será preciso um item que pode estar com alguma pessoa, em algum lugar de Hyrule ou muito bem guardado em um palácio. Cada palácio contém um item valioso, que será usado pelo resto jogo. Em outros, é preciso suar para conseguir. Por exemplo, se você quiser melhorar sua espada para o nível três, então terá que se aventurar pelo Mundo da Escuridão até achar o parceiro do ferreiro de Hyrule, se quiser nadar em qualquer lago que seja, então vá a fundo nas terras dos Zoras para ganhar o item que permite que Link nade, e assim por diante.

Quem disse que um herói lendário vive apenas de lutas com monstros e salvando belas donzelas?

Ao todo, Link terá quatro espadas, três armaduras e três escudos diferentes. A espada pode ser usada de várias formas; há o golpe comum; o Spin Atack, que é um giro com a espada, realizado quando se segura o botão de ataque e soltando quando a espada brilha. Com as botas de pégasus, Link pode correr com a espada empunhada e acertando quem estiver no seu caminho. A partir do nível 2, a espada pode atirar raios de luz nos inimigos, isso só é possível se os corações de energia estiverem completos.

O som do jogo é outro quesito simples. Os efeitos sonoros são na medida exata, porém começam a enjoar depois de um tempo. A trilha sonora é muito boa, aquela velha música tema dos jogos da série Zelda esta de volta neste jogo. Este é mais um daqueles jogos que você percebe que as músicas têm belos arranjos de orquestras, mas devido aos canais de som limitados do Super Nintendo não é possível ouvir isto com muita clareza.

AO RESGATE!

Zelda não chega a ser um jogo muito difícil. Na verdade, está no nível de dificuldade de um RPG. Achar os palácios não é uma grande dificuldade, afinal, eles ficam marcados no mapa, dificilmente vai acontecer de você ficar pensando no que fazer a seguir, a dificuldade não está em encontrar o caminho, mas prosseguir nele.

Os palácios não são labirintos intermináveis, mas são bem difíceis de serem resolvidos; destaques para o quarto palácio do Mundo da Escuridão, quem não ficou quebrando a cabeça pra descobrir onde a porcaria do chefe estava escondido? Ou preso? Tá, não vou falar o mistério aqui. Jogue e descubra.

O jogo fica mais trabalhoso a partir do momento em que é preciso ficar alternando entre os dois mundos. Os chefes não são muito difíceis. Depois de duas tentativas, é fácil pegar o modo de vencê-los.

Legend Of Zelda: A Link to the past não tem gráficos de primeira e nem som de ultima geração, mas é um jogo que trás uma excelente história, uma dificuldade sob medida e é totalmente viciante. Jogadores mais novatos podem se perder no inicio, mas após fechar o jogo duas vezes é mais fácil achar todos os itens e corações.

Eu já perdi as contas de quantas vezes eu zerei este clássico, e é ótimo poder reviver esta grande aventura que tanto fez sucesso no coração dos fãs da princesa Zelda e de Link, o lendário e eterno herói do mundo de Hyrule.

Análise escrita por: Lipe Vasconcelos


9 Comentários em “The Legend of Zelda - A Link to the Past: Toda lenda tem um começo! (Super NES)”

  1. User Gravatar RETROBITS » Chronno Trigger: o RPG eterno! | 06/28/08 - 14:15

    [...] torna o mapa completo do game extremamente grande! Era algo parecido com o que ja se havia visto em The Legend of Zelda: a Link to the Past, lançado bastante tempo antes, e que serviu de idéia base para a elaboração das viagens [...]

  2. User Gravatar Orakio Rob | 06/28/08 - 15:13

    Rapaz, eu adoro esse jogo. Já tinha zerado o Zelda I de NES com um amigo que tinha o jogo original, com mapa e tudo. Quando ele comprou o SNES comprou logo com Zelda, e passamos semanas naquele frenesi gamístico, até zerar. Para mim é o melhor rpg de ação de todos os tempos.

  3. User Gravatar André Breder | 06/28/08 - 15:33

    The Legend of Zelda… essa é uma série que eu, vergonhosamente, não joguei nenhum de seus jogos! Mas acho que ainda há tempo para reparar este erro, e assim que eu terminar o Chrono Trigger (jogo que estou jogando atualmente), vou dar uma jogada no A Link to the Past, ainda mais depois de ler a ótima análise do colega Lipe Vasconcelos.

  4. User Gravatar A. Rolf | 06/28/08 - 19:12

    Esse jogo é simplesmente o máximo!
    Lembro-me da primeira vez que joguei, emprestando-o de um amigo! Tão empolgado que fiquei, acabei por jogá-lo direto, vencendo-o em dois dias!
    Totalmente excelente!

  5. User Gravatar João | 06/28/08 - 20:47

    Pow!!! Quasr chorei, ao lado de PS2, PS4, Beyond Oasis e Star Ocean esse é dos melhores rpg’s que já joguei.

  6. User Gravatar Samuel Batista | 06/29/08 - 0:59

    Eu vou ser o chato dos comentários dessa vez!

    Discordo completamente quando você diz que Zelda é um RPG, acredito que Zelda seja um Action Adventure pois você não evolue a medida em que vai ganhando experiência e sim na medida em que você vai dando continuidade a história. Em um RPG convencional você pode atingir o nível máximo antes da primeira quest caso seja persistente (e doido) e fique lutando com os inimigos mais básicos.

    Outra coisa que eu discordo é no quesito gráficos e sons, os gráficos de Zelda são muito bonitos… ainda mais se tratando de um jogo do começo do SNES onde temos vários tipos de ambientes representados de forma bem completa. E os sons são fantásticos, memoráveis até hoje!

    Só pra fechar a parte chata do meu comentário: o correto é Hyrule, e não Hyruli!

    Agora justificando a minha chatice neste post.
    A Link to the Past foi o meu terceiro jogo original de SNES, comprei na época através de um daqueles anúncios que vinham nas revistas de games. Comprei no lançamento e consegui fechar ele 100% sem a ajuda de nenhum detonado (na verdade eu consegui o feito antes de sair o detonado).

    Como esse foi o primeiro “Zelda” que conheci, tentei depois jogar os 2 do Nintendinho e odiei.. achei muito travado (infelizmente), logo depois tentei jogar os do GB e apesar das limitações eu adorei. Continuando minha história “zeldística” eu passei 2 anos juntando dinheiro só para comprar um N64 com o Ocarina of Time, que é o melhor jogo da série Zelda e, de longe, o melhor jogo do 64!

    Deu pra sacar que Zelda é um jogo que contribuiu bastante pro meu caráter gamer, né?! Uma puta série que merece sempre a grande atenção da big N em cada console!

    Apesar de algumas discordâncias de minha parte eu curti bastante a sua análise!
    Bom trabalho, cara!

  7. User Gravatar Rudney | 07/12/08 - 10:06

    Ficou muito bom este se comentario, se nao tivesse jogado Zelda umas trezentas vezes eu ia jogar de novo! Realmente e icontestavel o Zelda do Snes. Um dos melhores RPG que ja joguei. Este sim e um dos RPG que vc incorpora na pele do personagem, você nao ve o Link como um boniquinho que vc está controlando no game, por o jogo te faz pensar assim “Se fosse eu eu fazia isso….”.
    Recomendo tambem para quem quizer jogar o The Legend of Zelda Master Quest do N64, e o Zelda Minich Cap do GBA.

  8. User Gravatar Felipe Gonçalves | 08/13/08 - 13:46

    Gostei muito desse resumo feito, eu que tenho 13 anos estou tentando salvar pela primeira vez mais estou muito perdido porque estou no mundo da escuridão e ainda no primeiro pingente e não sei como fazer para chegar la!!!
    Mais se você puder me ajudar ficarei grato.
    Esse seu comentario foi realmente muito bom.
    Foi um ótimo trabalho Parabéns cara

  9. User Gravatar Filipe | 08/16/08 - 16:04

    Gostaria se puder que vc de desse umas dicas de zelda do nintendo 8 bits estou na fase 6 mas ainda nao achei o desafio cinco isso acontece mesmo se vc sabe onde posso achar os outros desafios no jogo diz qwue sao oito mas so achei o 1,2,3,4, 6 e o desafio final 9 que nao posso conseguir sem a triforce.

    obrigado.

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