Batman e Robin dispensam qualquer apresentação, a dupla dinâmica conquistou milhares de fãs com seus quadrinhos e com a famosa série “Batman e Robin” exibida durante a década de 80. Na década de 90 foi ao ar a série animada onde o homem-morcego e o menino prodÃgio combatiam seus maiores inimigos e salvavam a cidade de Gothan City do crime, e exatamente em 1994, a Konami lançou para o Super Nintendo The Adventures Of Batman e Robin.
Nunca joguei nenhum jogo de Super Heróis tão fiel. Foi um dos meus muitos jogos favoritos da infância, e também um dos primeiros que joguei no meu velho Super Nintendo. Além disso, sempre fui fã dos quadrinhos, desenhos e filmes do Homem-Morcego.
Bruce Wayne tinha apenas 10 anos quando seus pais foram assassinados por um bandido. Seus pais deixaram para ele as empresas Wayne, a maior corporação da cidade de Gothan. Desde então, Bruce foi criado pelo seu mordomo, Alfred, e se tornou o maior milionário da cidade. Usando todo o seu dinheiro, ele se torna Batman, e ajuda a polÃcia a combater o crime numa das cidades mais corruptas e violentas do mundo. Junto com o seu parceiro Robin, Batman pretende cuidar para que inocentes não sofram como ele sofreu.
The Adventures of Batman e Robin não segue um enredo exato. Basicamente, o jogo é 100% baseado na série animada. Em cada fase você enfrenta um vilão diferente que tem um plano diferente. Isso lembra bem o desenho onde em cada episódio é uma história nova. Você enfrenta os seguintes vilões na seguinte ordem: Coringa, Erva Venenosa, Pinguim,
Mulher Gato, Duas Caras, Espantalho, Charada e na fase final voltam a Mulher gato, Pinguin, Espantalho, aparecem também o Homem de Areia e Gárgula, todos liderados pelo Coringa que é o inimigo final.
Tudo neste jogo se baseia na série animada até mesmo os gráficos. Batman está igual ao desenho animado, com a roupa cinza e a capa preta. Os inimigos que vão aparecendo durante a fase são aqueles capangas de casaco estilo gangster, também baseados na série animada. Todos os vilões se mantém fiel a série animada até mesmo nas roupas. Os cenários também ajudam a manter a fidelidade do jogo. Aquele velho céu vermelho de Gothan esta presente na maioria das fases ao ar livre. O game se passa em ruas, florestas, museus e até mesmo a fase onde você dirige o Bat-móvel em uma perseguição.
Embora o jogo se chame “Batman e Robin”, ele aparece em apenas 3 fases do jogo e nem aparece como personagem jogável. Isso pode frustrar um pouco os fãs do menino prodÃgio. A ação do jogo não consiste apenas em dar muitos pulos e passar por obstáculos quase impossÃveis de alcançar, ele se foca mais na parte de bater e até mesmo em usar um pouco da lógica. Por exemplo: na terceira fase a coisa é bem complexa, não é apenas atravessar uma área repleta de inimigos e pegar itens, você precisa procurar pelos guardas do museo e descobrir a senha de uma porta. Na fase do Charada (algo que já poderia se imaginar) você precisa responder uma série de enigmas para sair de um labirinto. Isso faz com que o jogo não seja sempre uma mesmice e se torne empolgante a cada nova fase, já que uma não é igual a outra. De um modo geral, vale lembrar que na série animada existe mesmo um episódio onde o Charada seqüestra o Comissário Gordon e sua filha e os leva para um labirinto.
Os controles são simples e bem funcionais. Batman conta com um belo cinto de utilidades com itens bem úteis. Acessórios como o velho gancho que pode ser usado para se prender em tetos, um bumerangue que é útil para desarmar inimigos e paralisar, bombas de fumaça, spray paralisante, lanterna e até um óculos de visão raio X. Batman pode dar socos, rasteiras, voadoras e agarrar inimigos pela gola de suas camisas e depois arremessar pra longe, a ação do jogo é muito divertida.
Os efeitos sonoros são simples, mas cumprem bem o seu papel. Cada personagem tem um grito diferente quando atingido e todos combinam muito bem com cada um deles. A trilha sonora é mais um belo trabalho da Konami, mesmo que o Super Nintendo não tenha uma qualidade digital em termos de som, é notável que todas as músicas do jogo tem belos arranjos orquestrados, a música da tela de apresentação é a mesma da abertura do desenho e ficou idêntica a original.
Este jogo é realmente difÃcil, principalmente nas fases onde você usa mais da lógica do que a habilidade de socar e chutar. Quase todos os chefes usam a mesma tática de luta, isso é, atacam e pulam para o outro lado da tela, a diferença é que cada um deles usa situações bem diferentes na hora da luta, exemplo: a luta com o Coringa acontece num
carrinho de montanha russa que fica em constante movimento. Com o pinguim você precisa tomar cuidado com um helicóptero que fica atirando o tempo todo. As únicas lutas com chefes que serão diferentes é com a Era Venenosa, Duas Caras e Charada.
Os objetivos de cada fase varia desde o roubo de um banco a até mesmo um enorme balão que ameaça jogar gás venenoso em toda a Gothan. Cada fase tem um sua dificuldade em especial, deixando o jogo muito divertido. Só achei que a Konami poderia ter caprichado mais na fase do Bat-móvel. No resto, The Adventures Of Batman e Robin consegue ser um jogo muito divertido e viciante.
Minha conclusão? Bom, até hoje nunca vi nenhum game baseado no homem-morcego que seja mais perfeito que este. Terminar The Adventures Of Batman and Robin é um desáfio tanto na ação quanto na lógica. Se você é fã da dupla dinâmica, então não deixe de jogar The Adventures Of Batman And Robin.
Análise escrita por: Lipe Vasconcelos.
Podiam fazer um review da versão do Megadrive.
O jogo era freneticamente rápido e absurdamente difÃcil!
Eu já joguei o do Mega Driva uma vez no emulador… ele é bom, mas acho que o do super nintendo ainda é bem superior!
Olha, Lipe, até jogar este jogo eu tinha detestado todos os jogos de super-herói (exceto pelo Batman I que a SUNSOFT lançou para o Famicon. Li um review elogiando o jogo e decidi dar uma chance, mas muito desconfiado… rapaz, que surpresa. O jogo é uma beleza! Muito bom. Agora que li o review deu até vontade de jogar de novo… legal o review, parabéns.
Fico com a versão do Mega, pois acho superior mas essa do SNES tem lugar aqui no armário de cartuchos.
Jogaço. O meu preferido do Batman.
Bela análise. O forte do jogo é mesmo a ambientação e a similaridade com o desenho. Só corrija a parte em que você diz que o bandido que mata os pais do Bruce Wayne acaba virando o Coringa. Isso é invenção do filme do Tim Burton.
oi eu sou um homem muito corajoso…
MAS ANTES DE COMENTAR, LEIA COM ATENÇÃO!
Este espaço é designado para se debater o que foi tratado no artigo acima.
Mensagens com xingamentos desnecessários, perguntas repetidas e já respondidas, abuso de cara-de-pau ou coisas do gênero serão sumariamente deletados.
Se você quer uma imagem de exibição personalizada no seu comentário, vá em www.gravatar.com e faça o seu cadastro.