Análises

Killer Instinct - A Rareware também teve seu game de porrada!

Autor: lipe_vasconcelos - Atualizado em 2/07/08 - 19:02

Informações Gerais

Ano de lançamento: 1994
Console: Árcade/Super Nintendo
Fabricante: Rareware
Gênero: Luta
Número de jogadores: 2

Nasce um novo game de luta

Street Fighter e Mortal Kombat não eram os únicos bons jogos de que fazia, a cabeça da galera. Em 1994, a Rareware mais uma vez encantou a todos com um excelente jogo do melhor estilo pancadaria. Killer Instinct foi lançado em 1994 para os fliperamas e, em 1995 ganhou uma versão para o Super Nintendo. Killer Instinct marcou por ser um jogo que, ao mesmo tempo que usava alguns elementos de Mortal Kombat, trazia uma beleza em termos gráficos nunca vista antes em jogos de luta. Curiosamente, o cartucho de Killer Instinct era totalmente preto. Por esse motivo, era dificil alguém chamar este clássico de pancadaria pelo seu próprio nome, Killer Instinct. Mas sim como costumavam dizer: Ei, vamos jogar uma partida de “Fita Preta”, e foi exatamente assim que o jogo ficou conhecido pelos seus fãs.

Killer Instinct: Um torneio diferente

A história do jogo é a seguinte. Em um passado distante, uma guerra acontecia no mundo entre dois Deuses titânicos que se enfrentavam pelo domínio da Terra. Cansados desta guerra, um grupo de jovens guerreiros decidiram selar os dois Deuses em um limbo e a paz reinou durante muitos anos.

Agora, em um futuro não muito distante do nosso, o mundo vive em um estado caótico, não existem mais o ordem e as grandes potências lutam pelo controle do mundo.
Entre essas duas potências existe a Ultratech, que ao contrário da outras não entra no conflito direto. Em vez disso, vende armamentos para as outras super potências se destruirem. Além disso, a Ultratech domina o mundo através de um mega evento televisivo intitulado Killer Instinct. Um torneio de luta onde o prêmio para o vencedor é tudo que este quiser. Os perdedores devem sofrer cruelmente nas mãos da Ultratech, ou seja, mais que fama, fortuna ou o destino do mundo, o prêmio do torneio é um objetivo de vida que cada um dos participantes tem em mente. Mas claro, ninguém contava que a Ultratech guardaria uma “bela” surpresa aos combatentes que entrassem para a nova edição do torneio. Eles libertam do Limbo um dos Deuses selados no passado, e o próximo Killer Instinct promete ser diferente de todos os outros.

O game reúne um time de lutadores que você nunca vai ver em nenhum Pride da televisão paga. Representando a turma dos “humanos”, temos Jago: O Monge, B.Orchid: uma agente secreta, Thunder: O índio e o boxeador Combor.
Do lado dos mutantes, temos lutadores como Cinder (Lembra o Tocha Humana, do Quarteto Fantástico) e Sabrewolf, um homem que sofre uma rara doença que o transforma em lobisomem. Temos também seres bizarros como Riptor, um dinossauro que foi revivido pela Ultratech com inteligência humana, Spinal, que é o esqueleto de um antigo guerreiro ancestral, Glaucios, o alienígena que caiu na Terra por acidente e é aprisionado pela Ultratech e forçado a lutar no torneio para provar que é inferior aos humanos. E Fulgore, o protótipo de um robô criado pela Ultratech que entra no torneio para ser testado, e é claro, Eyedol, o Deus que foi libertado do Limbo. Todos eles tem seu objetivo pessoal, a exceção de Eyedol, você pode escolher qualquer um dos lutadores.

Supreme Victory

É inegável o fato de que Killer Instinct foi inspirado pelo jogo Mortal Kombat. Muitos dos elementos do clássico da Midway encontran-se neste game. Você tem nove lutadores a sua disposição, a partir daí você começa a percorrer uma torre de adversários até chegar ao inimigo final. Mas claro, antes vai ser preciso tomar e dar muita porrada até enfrentar o monstrengo final e fechar o jogo.

Os gráficos deste jogo são incríveis. Um efeito interessante que vale destacar é o da sombra. Enquanto outros jogos de luta mostravam uma imagem que lembram muito um coração como sombra no chão, em Killer Instinct os personagens realmente tem uma sombra que se move de acordo com os movimentos dos personagens. Este efeito pode parecer bem idiota hoje, mas em 1994 esses eram detalhes que impressionavam a qualquer um. Os cenários são muito bem construídos e detalhados. cada lutador tem um tema diferente no cenário. O de B.Orchid, por exemplo, é em cima de um prédio no centro da cidade, e no telão ao fundo é possível ver o símbolo da Rare ou o título do jogo. Há belos detalhes como as nuvens se movendo ao fundo, luzes de prédios, lareiras e até gotas de sangue ao chão. Os personagens também são muito bem desenhados e com belas animações. Também, um jogo feito pela mesma empresa que fez Donkey Kong Country, não se podia esperar outra coisa.
Os efeitos sonoros são incríveis. Cada personagem tem sua voz própria. Riptor tem um rugido de dinossauro muito bem elaborado, Sabrewolf faz um choro de cachorro quando está apanhando, que também caiu muito bem. Durante todo o game você houve a voz de um narrador que ficou ótima. O som dos golpes também estão excelentes.

As músicas são um show. Mais uma vez a Rare nos presenteia com uma bela trilha sonora em seus jogos. A música tema do jogo certamente ficou na memória e no coraçãos dos nostalgicos até hoje. Cada música têm uma intensidade e clima perfeitos para um game de luta, quando a luta chega ao momento de finalização a música
muda e fica mais empolgante. Um trabalho perfeito.

As lutas em si são bem legais. Neste game a coisa não consiste só em dar socos, rasteiras e magias. Temos aqui um ótimo sistema de combos em que cada personagem tem suas magias e movimentos especiais característicos. Os combos são classificados de acordo com o número de golpes. Os combos usando 4 hits são classicados como Máster Combo, 8 hits formam um Answer Combo, e existem também combos feitos com mais de 15 hits, e quem conseguir essa monstruosidade finaliza a luta na hora, conhecido como Ultra Combo. Acho que somente os mais viciados conseguem executá-lo.

Algo curioso nesse jogo é que os Rounds funcionam de forma diferente. Geralmente ao fim de um primeiro Round o segundo começa do zero. Mas não aqui. Ao fim do round a luta continua diretamente, aquele que continuo vivo ao fim do primeiro Round fica com a barra de energia do mesmo jeito, deixando as lutas mais desafiadoras.

Danger! Danger! Danger!

O nome do jogo já diz tudo. É violento. mesmo que não chegue nem perto da violência presente em Mortal Kombat. O cenário de Riptor apresenta muitas gotas de sangue no chão, os personagens todos deixam cair sangue quando estão apanhando, porém cada um ao seu modo, Fulgore sendo um robô deixa cair óleo em vez de sangue. Riptor tem um sangue verde e Glaucius azul, já Spinal nem sangra, já que é um esqueleto.

Ao fim de cada luta temos o No Mercy (Ou Fatality, como ficou conhecido tais golpes depois da aparição de Mortal Kombat). Mas nenhum deles são tão violentos ou cruéis.

Conclusão

Killer Instinct é um jogo com dificuldade mediana, os jogadores novatos com certeza vão tomar belas surras de personagens mais “patos” como Sabrewolf. Jogadores intermediários poderão se sair bem logo de início, e os mais acostumados com jogos deste estilo irão tirar de letra, sendo que o combate final é irritante de tão difícil que é.

Enfim, não podemos classificar ao certo o nível de dificuldade. O segredo é saber pelo menos o combo mais simples de cada lutador para poder se dar bem. E como todo jogo de luta que se preze, Killer Instinct tem o modo 2 Players para que você possa dar porrada num amigo. Há também o modo Tournament, onde com apenas dois controles você pode organizar torneios com um grupo de amigos e ver quem é o melhor lutador desse massacrante torneio.

Street Fighter e Mortal Kombat que me desculpem, mas Killer Instinct sempre foi o meu jogo de luta favorito. Trazendo gráficos perfeitos, som de primeira e é claro, toda a diversão que se existe em jogar com um homem em chamas, um alien feito de gelo e um dinossauro, e ainda com a possibilidade de fazer torneiros com os amigos (quem já participou de um torneio destes nunca esquece). E de tempos em tempos você estará novamente tentando zerar este jogo, e de novo até que tenha terminado com todos os 9 lutadores.

Para quem jogou este clássico de luta da Rareware no auge de seu sucesso, com certeza a boa e velha Fita Preta marcaram boas horas de porrada no Super Nintendo.

Análise escrita por: Lipe Vasconcelos.


13 Comentários em “Killer Instinct - A Rareware também teve seu game de porrada!”

  1. User Gravatar STHEFANY | 07/2/08 - 22:10

    BOM VIM PARABENIZA-LOS PELO OTIMO TRABALHO DO SITE.E PRINCIPALMENTE PELA OTIMA APRESENTAÇÃO DO lIPE VASCONCELOS.

  2. User Gravatar Samuel Batista | 07/2/08 - 23:25

    Não temos como negar que esse jogo se utilizou ao máximo possível do hardware e do cartucho do SNES mas Killer Instinct é um jogo que nunca me apeteceu! Mas eu não posso discutir muito sempre fui fã dos jogos de luta principais da SNK e fã do SF.

    Se for colocar em um ranking de preferência acho que fico com SF3 em primeiro, FF:Garou em segundo e em terceiro KoF’97.

    Mas voltando ao Killer Instinct, lembro que na locadora que eu frequentava a galera era viciada nessa porra! Quando saiu a versão do 64 então!

  3. User Gravatar UNABOMBER | 07/3/08 - 11:43

    Killer do arcade era bom. Até chamava a atenção.

    Agora, Killer no SNES… Tsic. Tosqueira-mor.

    Em suma, a franquia tinha idéias boas, personagens legais, sistema até interessante e hardware de ponta na época, mas - pra mim - não vingou na época e muito menos hoje. Ironicamente, eu tenho esse jogo, na época comprei por causa do CD de música que vinha junto, o Killer Cuts, mas me arrependi.

    Em suma, acho que a Nintendo fez cagada ter vendido essa franquia, junto com Banjo, para a M$… Dava pra ter sugado MUITO mais dela, ao invés de ficarem apostando as fichas nesse saco de franquia chamada Smash Bros. (que eu, como fã de luta das antigas, nem levo a sério).

    Mas parece que os tempos estão mudando e a molecada de hoje só quer saber de ver o Sonic bigar com o Mario. Deixa pra lá…

  4. User Gravatar lipe_vasconcelos | 07/3/08 - 15:17

    Eu lembro de ter ficado uns 3 meses alugando esse cartucho pra jogar… Eu e meus amigos costumavamos fazer torneios todo fim de semana.

  5. User Gravatar André Breder | 07/3/08 - 15:19

    Cheguei a jogar o Killer Instinct junto com meu primo, que tinha este jogo. Gostava muito de lutar com o personagem Fulgore, mas para mim jogo de luta que arrebentou mesmo no Super NES foi o clássico imortal Street Fighter II, e suas inúmeras versões. Killer… é um jogo até legal, mas nunca foi tão empolgante como outros jogos de luta na minha opinião.

  6. User Gravatar Alexandre_Metal | 07/3/08 - 20:25

    Parabéns pela matéria.
    Eu gosto bastante dessa franquia. Não acreditei quando vi a máquina do Killer Instinct pela primeira vez por volta de 1995, achava incrível a velocidade dos personagens. Ele é o único jogo que eu gosto de executar combos, nos outros games de luta isso fica meio falso, sei lá… gosto pessoal. Gostei da versão do SNES, na verdade considerando as limitações que um 16bits possui esse jogo beira a perfeição.

    PS: Lipe, não sei se você lembra… mas tem como jogar com o Eyedol… hehe

  7. User Gravatar lipe_vasconcelos | 07/4/08 - 13:34

    hehehehe…

    Sim Alexandre, eu lembro sim… mas o que eu quis dizer é que sem os cheats isso não é possível!

    Só não pude comparar a versão do SNES com o fliperama pq eu não cheguei a jogar Killer Instinct no fliperama.

  8. User Gravatar Maurício Morais Antunes | 07/8/08 - 14:08

    Joguei muito esse jogo. Tinha ele para SNES e dava muito combo na molecada que aparecia para jogar lá em casa. Só que Ultra Combo eu só dava bem com a Orchid. Com os outros era na loteria.

  9. User Gravatar edineilopes | 07/8/08 - 22:45

    É bonito, mas acho supervalorizado. Até que joguei razoavelmente o Killer Instinct, um amigo tinha o cartucho. Sou do time que o acha apenas um jogo “mais ou menos”, que tentou misturar o que os outros tinham de bom em golpes e idéias, acrescentando gráficos de ponta.

    Mas tem méritos, cativou muitos fãs, conseguiu marcar presença numa época bastante saturada de games de luta.

  10. User Gravatar João | 07/13/08 - 2:03

    As versões Arcade e N64 arrasavam nos gráficos. E de KI veio o sistema de combos usado em MK3 e vários outros games.

  11. User Gravatar Ney | 07/20/08 - 18:38

    Esse jogo joguei muito ficava ate com bolhas no deodo
    de tanto jogar

  12. User Gravatar Rafael | 08/22/08 - 23:48

    pow lipe eu jogo mto KI ate hje cara eu comprei um jogo de play 2 q eh todos os do SNES qndo vi q tinha KI relembrei meus tempo de mlke

    afinal eu sabia com todos e ateh hje sei thunder cinder fulgore e talz so qria q vc me desse uma ajuda
    sei jogar cum todos menos o JAGOO e eh o q mias tenhu vontade de jogar c tiver como me ajudar ficarei grato abraços

  13. User Gravatar Rafael | 08/22/08 - 23:49

    a esqueci se souber

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