Análises

Castlevania - Enfrente o maior vampiro do mundo armado com um chicote!

Autor: lipe_vasconcelos - Atualizado em 25/08/08 - 22:58

Informações Gerais

Ano de lançamento: 1987
Console: Nes.
Fabricante: Konami.
Gênero: Ação/plataforma.
Número de Jogadores: 1.

O remake de Vampire Killer

Foi na década de 80 que surgiram as grandes franquias consagradas do mundo dos games, a maioria delas surgiu no lendário Nintendinho, podemos citar Megaman, Contra, Mário, Zelda e etc. Entre esses grandes títulos surgiu Castlevania, a série que conheci no inicio da minha adolescência e uma das que mais joguei até hoje.

Muitos acreditam que Castlevania seja o primeiro game da série, mas não é. Castlevania é remake do game Vampire Killer, lançado para o MSX em 1986. Eu sinceramente acho que Castlevania é um remake muito melhorado, o único quesito em que Vampire Killer supera o seu remake é nos gráficos, que são levemente mais bem detalhados.

História

A história de Castlevania é bem simples. A família Belmont foi encarregada de uma missão sagrada, derrotar o Conde Drácula, pois ele ressurge a cada 100 anos. No ano de 1691, o vampiro ressurge e com ele o seu castelo e suas criaturas infernais. Depende do jovem Simon Belmont enfrentar o conde Drácula, armado com o seu chicote sagrado e suas armas lendárias, Simon tem a difícil missão de expulsar a alma maligna de Drácula da face da terra.

Um arsenal sagrado

Uma das grandes tradições da série é que o personagem principal esta armado de um chicote para enfrentar as criaturas de Drácula. Ao longo das fases, Simon poderá pegar dois upgrades para aumentar o poder do chicote, esses upgrades estão dentro de velas que estão por todas as partes. O primeiro upgrade transforma o chicote de couro em um chicote de corrente, o segundo deixa o chicote mais longo.

Além do chicote, Simon conta com as armas secundárias que são encontradas também dentro das velas. Essas armas são: Faca, machado, cruz, água benta e um relógio que para o tempo por alguns segundos. Para usar essas armas você deve coletar corações que também estão escondidos nas velas, os corações pequenos valem um coração, os grandes corações valerão cinco.

As armas sagradas podem ser lançadas apenas uma vez. Mas longo do jogo você poderá achar dois itens que aumentarão esse limite. O Item duplicador faz com que Simon lance uma arma duas vezes seguidas, e o item triplicador faz com que lance três. Mas esses itens são um pouco mais difíceis de conseguir. Para achá-los, você deverá quebrar algumas das paredes falsas que existem nas fases ou então quando mata um inimigo que deixa o item cair.

Nessas mesmas paredes você pode achar tesouros que aumentam sua pontuação, tendo uma boa contagem de pontos faz com que você ganhe vidas extras.

Gráficos

Hoje em dia qualquer um pode dizer que Castlevania tem gráficos realmente podres. Mas essa avaliação seria um erro grotesco, para um jogo lançado em 1987 os gráficos são muito bons. Confesso que eu mesmo acho-os muito bonitos e bem acabados.

No primeiro salão do jogo você pode notar o belo detalhe das paredes desgastadas, outras rachadas, as cavernas ficaram muito boas. Gosto muito também da quinta fase, onde você poderá ver caixões, instrumentos de tortura e até mesmo esqueletos presos nas masmorras do castelo. Há também um cenário que se tornou clássico nos games da série, a lua no céu quando você esta subindo a escadaria que antecede a batalha contra Drácula.

O desenho dos personagens é simples, mas muito agradáveis. Os inimigos ficaram bem legais e a maioria deles também deram as caras nos games futuros da série. Os chefes ficaram muito bons, destaques para a Morte, o chefe mais clássico da série (Depois de Drácula, claro!).

Efeitos e trilha sonora

Os efeitos sonoros de Castlevania se diferem de alguns games da época que traziam sons meio infantis. A grande revolução sonora de Castlevania fica por conta do grunhido que Simon dá quando é atingido por um inimigo, o som do chicote e das explosões também foram bem feitos. Os efeitos sonoros de Castlevania são bem legais.

A Konami sempre fez belas trilhas sonoras para os seus jogos e a saga Castlevania tem a tradição de trazer belas músicas. A música tocada na primeira fase se tornou um tema clássico da franquia e surgiu em muitos games futuros. Outra música que gosto bastante é a terceira fase e o tema da batalha final com Drácula.

Controles

Podem ser meio chatos no inicio. Uma vez que Simon pula não se pode mudar a direção do salto. Para usar uma arma secundária basta apertar o direcional para cima + o botão de ataque, muito simples.

Apesar de duros, os controles respondem bem e sem atrasos. Mas verdade seja dito, poderia ter sido bem melhor.

Dificuldade

Muito difícil. Nas primeiras fases você pode achar o jogo moleza, mas a partir da terceira fase a chapa esquenta. Os chefes são verdadeiros carrascos, destaques para a dupla de múmias, o Frankstein em companhia da Flea que dispara bolas de fogo, mas nenhum deles é mais enlouquecedor que a terrível Morte, nem mesmo o conde Drácula é tão difícil, embora este também não seja moleza.

As fases trazem uma série de obstáculos cabulosos. O pior deles são as cabeças-de-medusa que surgem nas horas mais inoportunas, imagina quando você esta pulando por cima daquele abismo e uma maldita cabeça-de-medusa o derruba. Se você já detonou este game, então se considere um verdadeiro caçador de vampiros.

Conclusão

A série Castlevania teve um ótimo inicio no console de 8 bits da Nintendo. Pessoalmente, eu nem mesmo considero Vampire Killer um game da saga de tão chato que é. Mas Castlevania mostrou que a família Belmont tinha de tudo para dar as caras em mais games.

Castlevania é um game bem antes do meu tempo, mas não me canso de me divertir com este clássico. Os gamers mais atuais com certeza iriam crucificar este jogo por trazer gráficos tão simples, mas se você é daqueles jogadores que sabe que gráfico não é tudo, então se prepare para se divertir muito com Castlevania.



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