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Especial Castlevania - Parte 12: Em 1997 é a vez de Symphony of The Night conquistar uma legião de fãs para a série!

Autor: André Breder - Atualizado em 2/07/08 - 0:01

Um dos pontos mais altos da série!

Castlevania Symphony Of The Night foi lançado no final de 1997 para o PlayStation, e é até hoje considerado o melhor Castlevania lançado por grande parte dos fãs. Com gráficos fantásticos, músicas orquestradas, jogabilidade muito bem feita, Symphony conquistou uma legião de fãs em todo o mundo. Muitos que nunca haviam jogado um jogo da série Castlevania se rederam ao universo cativante deste jogo.

Em 1998 sairia uma versão do jogo para Sega Saturn, com algumas áreas a mais e Maria Renard sendo uma personagem jogável (nota: na versão do PlayStation só é possível jogar com Richter Belmont além do personagem Alucard), mas ocorreram perdas gráficas, ausência de transparências e aumento das granulações, além de maiores loadings, fazendo com que a versão do Playstation continuasse sendo a melhor.

Alucard como personagem principal e influência dos RPGs?!

O personagem principal de Symphony não é um descendente do clã Belmont e sim Alucard, o filho rebelde de Drácula. O estilo do jogo é bem parecido com da série Metroid, onde a exploração de várias salas e a coleta de vários itens são necessários para prosseguir no jogo.

Vale destacar também as influências de RPG que foram colocadas em Symphony of The Night, onde o personagem principal possui um sistema de níveis que vai aumentando de acordo com os pontos de experiência obtidos com a derrota de inimigos, deixando Alucard mais forte a cada novo nível atingido. Até mesmo o medidor de energia é númerico e traz o clássico símbolo HP (Hit Points), algo bem comum nos RPGs. Outro ponto em comum com os RPGs é a possibilidade de se comprar diversos tipos de itens, armas, armaduras e escudos, do bom “velhinho” da biblioteca do Castelo de Drácula. E adivinha como se consegue dinheiro para tal? Destruindo velas ou derrotando inimigos que carreguem consigo alguns sacos cheios de moedas.

Mesmo que a possibilidade de comprar itens e armas já tenha aparecido na série, mais precisamente nos jogos Vampire Killer (MSX) e Castlevania II - Simon´s Quest (NES), foi somente a partir de Symphony of The Night que esta implementação deu realmente certo e passou a ser quase que obrigatória nos jogos posteriores da série.

História bem original!

Quatro anos após Richter vencer Dracula, densas trevas cobrem novamente as terras da Transylvânia. O padre negro Shaft inexplicavelmente ainda continua vivo, e decide ressuscitar Dracula mais uma vez. Só que antes ele decide remover um grande obstáculo de seu caminho: Richter Belmont. Shaft lança sobre o Belmont uma magia, que acaba deixando-o sobre seu total controle, e coloca o caçador de vampiros como o Senhor do Castelo de Dracula, que ressurge mais uma vez! Mas Alucard, o filho de Dracula, acaba acordando de seu descanso eterno, como se algo o alertasse sobre o perigo que a humanidade estaria passando após todos estes eventos. Alucard havia colocado a si mesmo para dormir eternamente, na esperança de esconder a existência de seu sangue amaldiçoado. Mas agora Shaft tem que ser parado, antes que a humanidade seja completamente aniquilada da face da Terra! E Alucard parece ser a última esperança.

Gráficos sensacionais!

Symphony possui gráficos excepcionais! Os cenários de fundo estão mais detalhados do que nunca e são de uma beleza suprema. Os personagens e inimigos estão perfeitos e muito bem animados, com destaque para Alucard que deixa um rastro quando se movimenta, que apesar de simples é um efeito bem bonito. Os chefões estão verdadeiramente horripilantes! Os efeitos de luz, scrolling, tudo está perfeito! Destaque para os desenhos dos personagens, que dão um show a parte no jogo e foram feitos pela talentosa desenhista Ayami Kojima.

Efeitos e Trilha Sonora de tirar o fôlego!

Os efeitos sonoros do jogo estão ótimos! Os gritos de Alucard, os sons dos monstros, as explosões, os sons das magias, tudo muito bem feito! As vozes dos personagens ficaram boas, mesmo o dublador de Richter sendo bastante fraco nas interpretações e que Maria está com uma voz de uma mulher de uns trinta anos de idade e não de uma garota de 17 anos. Alucard está bem interpretado pelo menos, não chega a merecer um oscar, mas também não é um fiasco. As vozes de Drácula, da Morte e de Shaft estão muito boas e dão o clima certo para estes personagens. Succubus possui uma voz sedutora e ao mesmo tempo maléfica.

As músicas nos jogos da saga Castlevania sempre foram muito bem compostas, mas em Symphony elas estão fora do normal! Todas são verdadeiras obras primas, de excelente bom gosto e de uma qualidade suprema! A única música que ficou totalmente fora do clima sombrio de Castlevania foi a odiada ” I am the Wind” que aparece nos créditos finais do jogo. Esta música segue um estilo meio Celine Dion. Totalmente horrível!

Jogabilidade ótima!

Os controles do jogo estão perfeitos e eficientes. Todos os comandos respondem muito bem. Uma novidade que Symphony traz para os controles são os comandos necessários para lançar as magias de Alucard, que seguem um esquema parecido com os jogos de luta, tipo Street Fighter.

A dificuldade está na exploração do Castelo…

A dificuldade de Symphony não está nos inimigos ou chefões, que são todos bem fáceis de serem vencidos, e sim nos dois enormes castelos que tem que ser explorados. Ter que encontrar itens para ter acesso a certas áreas do castelo pode deixar jogadores novatos perdidos. Um bom detonado ou mapas completos dos castelos podem impedir que muito jogadores morram de raiva procurando itens que estão muito bem escondidos. Mas basta terminar o jogo uma ou duas vezes para decorar todos os caminhos do jogo, e poder então terminá-lo sem enfrentar problemas.

Para muitos o melhor Castlevania até hoje!

Resumindo: Symphony Of The Night é o melhor Castlevania de todos os tempos (na opinião da grande maioria dos fãs da série)! Um jogo realmente importantíssimo, pois foi graças a ele que a série Castlevania ganhou milhares de novos fãs e seguidores mundo afora. Symphony of The Night trouxe um sistema de jogo tão bacana, que até hoje são lançados jogos da série baseados em seu equema de ação/exploração. Tudo bem que antes já haviam jogos dentro deste padrão, mas foi somente em Symphony of The Night que este esquema deu realmente certo e cativou inúmeros jogodares. Ainda em 1997 um novo jogo da série seria lançado para o Game Boy, fazendo então que o console portátil da Nintendo passasse a ter 3 jogos da série em sua “gameoteca”, mas isto é assunto para o próximo artigo…

Artigo escrito por: André Breder Rodrigues


11 Comentários em “Especial Castlevania - Parte 12: Em 1997 é a vez de Symphony of The Night conquistar uma legião de fãs para a série!”

  1. User Gravatar Goro's Lair | 07/2/08 - 7:53

    EXCELENTE, André, como sempre! PARABÉNS!

    Apesar de ser muito fã do Symphony of the Night, ainda não tive tempo para jogá-lo até o final (hehehehe). Entretanto, este jogo trouxe de volta o meu personagem favorito da série: ALUCARD ou Adrian Farenheights Tepes (seu nome verdadeiro).

    Logo quando o vi pela primeira vez no meu querido e amado Castlevania III - Dracula’s Curse (NES), falei: este é “O” personagem da série!

    Concordo com a maioria dos fãs de que este é o melhor da série (briga feia com o Castlevania III, mas aquele ganha por pouco deste)! Tão logo eu tenha mais tempo, irei terminá-lo com certeza!

    Obrigado pela ótima matéria, André e, como sempre, estou no aguardo do restante das análises!

    Uma vez mais, PARABÉNS!

    Abraços!

  2. User Gravatar Rafael Dourado | 07/2/08 - 11:07

    Adoro Castlevania e joguei todos os que pude e esse jogo é realmente o melhor.
    Na verdade, só tenho duas críticas a toda a série: os poucos textos são totalmente ridiculos e os personagens não são o que se poderia chamar de criativos. Alucard|draculA? Pensaram em um nome tão grande pra ele como o Goro aí falou, mas o chamam de Dracula-ao-contrário? Esse Drácula é meio ruim pra nome de filho, heim? Mas é só ignorar essa preguiça dos criadores e curtir os cenários e o clima do jogo que são muito bacanas.

  3. User Gravatar Lobão | 07/2/08 - 11:20

    Esse Castlevania é muito bom mesmo, talvez até o melhor, mas foi nele que eu parei ( Tipo eu começei a jogar pelos do NES, depois os do SNES e o do Mega e o ultimo foi o symphony, to afim de jogar os de gba e do ps2, mas to meio que dando um tempo de tanto castlevania hehe)

    Bela analise, parabens!

  4. User Gravatar Ed ZX | 07/2/08 - 21:54

    E ae galera!!

    Ótima analise André.

    Sou muito fã de Castlevania Symphony of the Night, o melhor game de PSX. Agora o Castlevania que mais gostei seguindo o estilo foi o Aria of Sorrow do GBA, este vale a compra do portatil.

    Dark Metamorfose!!!

    Valeu!!

  5. User Gravatar Orakio | 07/3/08 - 17:20

    Beleza de jogo, e beleza de matéria. Curto muito esse jogo, não sosseguei enquanto não fiz 100% do castelo. Quando o castelo virou de cabeça para baixo eu pirei, achei fantástico!

    Mas sei lá porque eu tenho uma velha paixão pelo Super Castlevania IV do SNES…

  6. User Gravatar André Breder | 07/5/08 - 15:06

    Orakio entendo bem sua posição de “ter uma velha paixão” pelo “fodasso” Super Castlevania IV. Mesmo eu achando o Symphony of The Night um jogo excelente, ele não é o meu preferido da série, este “posto” eu deixo para o mega-clássico-eterno Castlevania III - Dracula´s Curse do NES. “Velhas paixões” tendem a ser eternas mesmo… hehehhehe…

  7. User Gravatar Orakio Rob | 07/5/08 - 15:34

    Rapaz, agora você tocou numa velha ferida… na época do Castlevania 3 lembro que comprei uma revista Videogame que trouxe uma matéria sobre o jogo. Na época eu tinha um Master System, e fiquei doido de vontade de jogar o jogo, mas até hoje nunca joguei. Lembro que lia e relia a matéria quinhentas vezes, o jogo parecia tão interessante…

    Depois comprei um “Guia Games” que tinha um guia de Castlevania II, que é mais rpg, né? Putz, a história se repetiu. Acho que vou disparar um emulador e corrigir as duas injustiças.

  8. User Gravatar André Breder | 07/5/08 - 21:34

    Orakio, vá fundo com um bom emulador de NES e jogue esta maravilha chamada Castlevania III!

  9. User Gravatar Feon2 | 07/20/08 - 9:37

    SOTN é sem comentários, até hoje não existiu o jogo que me viciasse tanto quanto esse. Best Game Ever.

  10. User Gravatar eduardo | 07/21/08 - 16:43

    acho que o unico castlevania que gostei alem desse foi o aria of sorrow (GBA) e dawn of sorrow (DS) (ainda nao joguei os outros de DS)

  11. User Gravatar lra | 08/26/08 - 15:52

    aí andré beleza pow gostei muito da sua matéria e pow eu tb axo que o symphony of the night é o melhor mas pow uma pergunta se tu souber me diz aí o que aconteçe com o alucard,com o richard e com a maria depois que aconteçe no final do symphony of the nigth.Mande pro meu e-mail
    vlw

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