Doom: 15 anos de muito sangue, terror e polêmica – parte 1
Autor: lipe_vasconcelos - 9/07/08 à 23:55 - 5 Comentários15 anos de Doom
É muito difícil descrever o que Doom representa no mundo dos games. Mesmo hoje, este é apontado como um dos games mais revolucionários do globo, e não é só em termos técnicos. Doom conseguiu mostrar ao mundo que os vídeo games não eram direcionados apenas ao publico infantil, mas também para os mais adultos. Neste especial iremos viajar pelo tenebroso mundo da melhor franquia de tiro em primeira pessoa existente. Iremos conhecer mais a fundo a história das aventuras de Marine nas luas de Marte e no inferno, o seu retorno a terra, as polêmicas, a desastrosa adaptação cinematográfica e até mesmo a sua ressurreição na nova geração de consoles. Se você já conhece essa obra prima, então relembro conosco esta memorável saga. Se você ainda não conhece, então bem vindo ao inferno!
Era uma vez…
Bons contos de fada sempre começam com este “era uma vez…” Mas Doom esta bem longe de ser um conto de fadas. O universo de Doom esta bem longe de qualquer história alegre ou mágica. Mas… Da onde veio isso tudo? Como surgiu tal idéia? Quem foram os responsáveis por tal criação?
Para todas essas perguntas existe apenas uma resposta: John Romero(foto) e John Carmack. Mais abaixo você vai saber melhor quem foi essa dupla.
Ele popularizou, mas não é o pioneiro.
É perfeitamente comum alguém falar que Doom foi o jogo é o pioneiro de sua categoria. Dizer isto não é apenas comum, é errado. Na verdade, quem lançou tal gênero foi o game Wolfenstein 3D, de 1992. O estilo logo ficou batizado de Shooter in First Person (Tiro em primeira pessoa, no Brasil) O mais parecido que havíamos visto foi os labirintos de Phantasy Star, que seguiam um estilo parecido. Um game onde você vê a ação do ponto de vista do personagem passava um realismo incrível. Logo que foi lançado, Wolf 3D fez um grande sucesso, e foi esse sucesso que motivou a dupla Romero e Carmack a trabalharem no seu jogo.
Inspirações? Wolf 3D, filmes e Dungeons e Dragons
Os filmes Alien e Evil Dead II serviram de inspiração para a criação de Doom. Os demônios do jogo nasceram de uma partida do famoso Dungeons & Dragons. O nome “Doom” foi dado por Carmack após ver um filme chamado “A cor do Dinheiro” estrelado por Tom Cruise. Segue abaixo a declaração de Carmack com relação ao nome:
“Tem uma cena de ‘A Cor do Dinheiro’ onde Tom Cruse [sic] aparece no bar com seu taco de sinuca. Perguntam: ‘O que você tem aí?’, ‘Perdição’ (Doom) Cruse responde sorrindo. Aquilo, e a carnificina resultante, foi como eu vi a incursão de nosso jogo na indústria.”
A principio, o roteiro do jogo havia sido escrito por Tom Hall. O seu roteiro ficou conhecido como a Bíblia de Doom. Neste roteiro, cinco soldados eram aprisionados numa base militar no planeta Tei Tenga, um planeta que estava infestado de demônios. Ao tentar voltar para casa eles eram levados ao inferno. Claro que este é o roteiro resumido, a história era bem mais complexa que isso, mesmo assim, o roteiro foi rejeitado por Carmack, pois segundo ele, a história em um jogo é tão importante quanto à história em um filme pornô (Pode-se dizer que Carmack não era tão inteligente a ponto de fazer tal declaração).
Apesar de a bíblia ter sido recusada, a idéias de Hall serviram como base para o enredo de Doom. Como pudemos observar Carmack não queria uma história complexa. Mas acabou que, de fato, a história de Doom não é nada simples, a começar pelo personagem principal.
Na segunda parte deste especial, você vai conhecer o primeiro game da série com maiores detalhes. Vai conhecer o enredo, as inovações e o grande impacto de Doom no mercado dos games.
Escrito por: Lipe Vasconcelos.



