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Especial Série Castlevania – Parte 1 – Toda Saga tem um início!

Autor: André Breder - Atualizado em 9/10/07 - 21:05

O início de tudo…

Akumajo Dracula (Famicon Disk System)

A série Castlevania da Konami já possui mais de 20 anos de existência, e felizmente, parece que não deixará de existir tão cedo! Contando de forma épica as batalhas de membros do lendário clã Belmont contra o temível Conde Dracula, que aconteceram entre um período de mais de 900 anos, Castlevania conquistou uma legião de fãs ao redor do Mundo. A série já passou em vários consoles e sistemas diferentes, fazendo com que seja quase impossível que algum game-maníaco não tenha se divertido com pelo menos um título da franquia mais incrível já produzida pela Konami.

Nesta primeira parte deste meu artigo especial sobre toda a série Castlevania, estarei mostrando como foi o início de tudo, quando dois jogos lançados quase de forma simultânea mostraram ao mundo a primeira batalha entre Dracula e o (hoje) lendário Simon Belmont.

Em 26 de Setembro de 1986 (curiosamente bem na data do meu aniversário), o primeiro jogo da série Castlevania lançado surge para o mundo no Famicon Disk System japonês, sob o título de Akumajo Dracula, sendo que este game seria portado para o NES americano no ano seguinte, sob o título de Castlevania, e logo se tornaria um dos jogos mais populares na época entre os viciados no 8 bits da Nintendo. Por causa da grande popularidade do NES no mundo todo, muitos até pensam que o Castlevania do “nitendinho 8 bits” foi o legítimo primeiro jogo da série, mas como foi dito anteriormente, antes dele a Konami havia lançado o jogo Akumajo Dracula (que na prática, ambos são o mesmo jogo), e também havia outro jogo entre estes dois, chamado “Vampire Killer”, que foi lançado para o computador doméstico MSX, em 30 de Outubro de 1986. Como o Castlevania do NES só sairia em 1987, ele é na verdade, o terceiro jogo da franquia em ordem de lançamento, e não o primeiro como muitos pensam.

A única diferença entre Akumajo Dracula (Famicon Disk System) e Castlevania (NES), é que o primeiro possui a opção de selecionar o nível de dificuldade do jogo (Easy e Normal). Fora isso os jogos são idênticos. Curiosamente Akumajo Dracula acabaria sendo lançado em cartucho simples para o Famicom, somente no ano de 1993. Já Vampire Killer não é um jogo de ação simples como Akumajo Dracula, sendo um game mais baseado na exploração de cenários. Neste primeiro artigo irei me focar então em expor em maiores detalhes, como foi o único jogo da série lançado para o MSX. Não irei falar sobre o Akumajo Dracula agora, deixando para dar maiores detalhes sobre ele no próximo artigo, onde darei ênfase na versão lançada para o NES, que é a que ficou mais conhecida pelos fãs.

A primeira aventura de Simon Belmont

A história de Vampire Killer é bem básica. Nele o jogador irá encarnar o destemido Simon Belmont, que vem de uma longa linhagem de caçadores de vampiros cujo papel em cada 100 anos é destruir o infame Conde Dracula. Simon brande o chicote sagrado “Vampire Killer” e deve invadir o castelo do vampiro para por um fim em seu reinado das trevas.

Trazer um personagem medieval que não usasse uma espada, e sim um chicote, foi sem dúvida um dos grandes diferenciais de Vampire Killer em relação aos outros jogos de estilo similares lançados na mesma época.

Graficamente parecidos…

Os que conheceram a série no Famicom, notaram no mesmo instante que graficamente Akumajo Dracula serviu de base para a construção de Vampire Killer. Os gráficos praticamente seriam os mesmos, desde os cenários até os desenhos dos personagens, mas em Vampire Killer haveria na tela algumas cores a mais, pois em termos técnicos, o MSX era superior ao Famicom.

As músicas seriam também as mesmas em ambas as versões, mas em relação a qualidade sonora o MSX também sairia ganhando.

Músicas que se tornariam lendárias!

Falando em músicas, Vampire Killer mostraria que este seria um dos pontos mais marcantes da série, pois sua trilha sonora era excelente, com músicas que se tornaria clássicas, e que voltariam a aparecer em jogos posteriores.

Um jogo onde o foco seria a exploração.

Enquanto a maioria dos fãs de Castlevania conheceriam a série como sendo de jogos de ação simples, Vampire Killer, como já dito anteriormente, seria mais no esquema Adventure/Exploração, onde cada nível do Castelo de Dracula seria um labirinto de salas com portas que só seriam abertas com chaves específicas, que estavam escondidas em baús secretos. Sem essas chaves seria impossível seguir para o próximo nível do Castelo. Isto deu para o jogo uma aproximação muito “não-linear”, pois o jogador não era obrigado a seguir sempre uma “linha reta” como aconteceu em Akumajo Dracula. Além das chaves que abrem as portas que dão acesso aos outros níveis do Castelo, haveria outras que serviam para abrir tesouros. Em Vampire Killer haveria até mesmo a possibilidade de se comprar itens durante a jornada.

Jogabilidade difícil…

A jogabilidade de Vampire Killer é bem “dura” e difícil. Muitos jogadores já havia reclamado desse “problema” igualmente encontrado em Akumajo Dracula, e tantos outros iriam reclamar disso também quando a versão do NES fosse lançada, mas em Vampire Killer tudo é ainda pior e mais complicado! Felizmente os jogos posteriores da série seriam aperfeiçoados aos poucos, até chegar em um estágio em que a série Castlevania passaria a ser sinônimo de jogabilidade excelente.

E um jogo também difícil…

Castlevania em seu início seria marcada também como uma série com jogos difíceis, e em Vampire Killer não seria diferente. O jogo é sem dúvida um dos mais difíceis de toda a série, com cenários cheios de obstáculos e inimigos variados (como zumbis, morcegos, esqueletos, armaduras vivas, entre outros seres das trevas) , sem falar nos “chefões” que eram bem, mas bem difíceis mesmo! A já citada jogabilidade imperfeita só iria tornar tudo ainda mais difícil! E para complicar de vez a vida dos jogadores, não havia “continues” após morrer. Ou seja, uma pessoa tinha que ser realmente muito “jedi” para terminar Vampire Killer!

Não foi um jogo perfeito, mas…

Mesmo não sendo um jogo perfeito, Vampire Killer foi inovador para a sua época, e serviu de base para os jogos posteriores da série que utilizariam o esquema “exploração” de uma maneira mais ampla e melhor empregada. Em 1987 a série chegaria em todo mundo, com o lançamento de Castlevania para o NES, e passaria por uma de suas melhores fases nos consoles da Nintendo… mas isso é história para os próximos artigos!

Artigo escrito por: André Breder Rodrigues


7 Comentários em “Especial Série Castlevania – Parte 1 – Toda Saga tem um início!”

  1. User Gravatar Boca-Fox | 10/13/07 - 11:49

    Grande André, bão?

    Como dito antes, leio todas as suas análises, é claro, quando o tempo deixa.

    Me lembro que havia jogado algumas vezes no MSX do meu primo nas férias em SP-Capital, o Vampire Killer, mas não jogava muito, pois era muito difícil e ele tinha jogos mais interessantes na época, pois era muito novinho e preferia aventuras e jogos de carrinho.

    Anos depois, vim conhecer o Castlevania, no então clone do Nes, o BitSystem. E na hora eu reconheci o game, e falei, olhaaaaa… Vampire Killer e meu amigo já disse:

    Nananina não, é Castlevania, chegou essa semana na locadora, na hora fiquei boladão e vim descobrir agora o porque da semelhança, legal mesmo, depois de praticamente 20 anos venho descobrir isso, heheee…

    Exelente análise como sempre.

    Falow…

  2. User Gravatar XandeR | 10/28/07 - 17:23

    Como sempre trabalho de primeira.
    Na verdade comecei a gostar de castlevania a partir do Castlevania X e posteriormente pelo Siphony o f Ninght ( pra mim o melhor ja feito ), acho a jogabilidade dos primeiros jogos muito travada e não me agrada.
    Parabens pela materia.

  3. User Gravatar Éder | 11/6/07 - 13:50

    Apesar de ter curtido o Castlevania apenas no PSX… e posteriormente no GBA.. com a meslca de RPG/Ação … eu adorei muito seu artigo! espero que continue assim!
    Joguei um pouco de castlevania no NES.. E tb GB.. mas acho q nada supera ao novo modo de jogo de castlevania a partir do PSX… q continuou nos mesmos moldes no GBA e acredito q no DS tb!

  4. User Gravatar mirisom | 12/8/07 - 20:53

    este jogos do castlevania e de qual video game

  5. User Gravatar andrebreder | 12/13/07 - 0:01

    Ae mirisom, lê os artigos com a devida atenção que você vai saber… hehehehhehe…

  6. User Gravatar alessandro | 01/28/08 - 20:55

    aahhhh pessoal me bateu uma nostalgia muito agradavel pois tenho 30 anos e qd joguei castlevania tinha 8 anos e desde entam jogo sou gamemaniaco da saga e leio tudo sobre o clã belmont e pra mim Siphony of Ninght e o melhor deles pena que para o ps2 nao gostei porque o jogo ficou muito chato ja joguei todas as versoes e pra mim a do ps2 ta devagar demais

  7. User Gravatar Samuel Batista | 01/28/08 - 21:24

    @alessandro
    Se você não gostou das versões do PS2 procure então jogar as versões para Game Boy Advance e Nintendo DS. Você verá o que é um Castlevania atual e de qualidade!

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