A Capcom é conhecida por inovar ou mudar totalmente o ambiente do jogo em suas franquias pra tentar atrair um público maior de jogadores. Foi o caso de Street Fighter 2, Dino Crisis 2, Resident Evil 4. Muitas vezes o tiro saiu pela culatra. Com Mega Man não foi diferente…

Megaman X7

Capa: Versão Japonesa (PC)

Definindo esse jogo em poucas palavras: uma porcaria (eu ia usar uma expressão mais forte, mas enfim…). O jogo é insuportável, com loadings a cada cinco minutos: se muda a câmera do jogo, tem loading. Se tem diálogo no jogo, tem loading. Se tem animação, tem loading- e pra piorar eles não são curtos! Tira todo o ritmo do jogo.O jogo alterna entre visões 3D e 2D, mas a jogabilidade é no mínimo confusa. Sinceramente não consegui jogar muito esse jogo, não tenho mais a mesma paciência de dez anos atrás pra jogar jogos desse naipe…

 

História

 

 

Mesmo depois do fenômeno Nightmare, o conflito entre Reploids continua… X reluta em continuar lutando, por dúvidas morais. Com isso, cria-se um vácuo de poder e surgem vários grupos independentes para suprir a ausência de X. Red Alert (Alerta Vermelho) é um desses grupos. Ele age de forma similar a Repliforce, mas, agem mais como vigilantes e justiceiros. Eles caçam os Mavericks, assim como os Hunters, e aparentemente fazem mais do que isso. Axl, decide abandonar esse grupo devido ao nível de violência empregado por eles. Red, líder do grupo não gosta da idéia e envia robôs para obrigar Axl a retornar ao grupo Durante esse ataque, Zero acaba encontrando Axl e o leva em custódia. Red fica furioso e liberta oito Mavericks que eles haviam prendido, dizendo que quem os derrotasse primeiro, ganharia a guarda de Axl. Zero aceita o desafio e Axl, arrependido, decide se juntar a ele, enquanto X resiste à presença de Axl no grupo dos Hunters.

SPOILER

 

 

Red foi influênicado por Sigma para atacar os Maverick Hunters. O motivo é que Axl é um protótipo de uma nova geração de Reploids, que é capaz de copiar o DNA de qualquer robô. Se Axl copiasse o DNA de Zero e X, seria perfeito para que Sigma aumentasse suas chances de dominar o mundo. Entretanto com a fuga de Axl do Red Alert, os planos de Sigma acabaram se estragando. Obviamente, Sigma é derrotado no final.

Curiosidades:

 

-O jogo foi muito criticado por fãs e pela imprensa por fugir demais da essência da série.

-Na versão americana, Red é dublado por Barry Gjerde, dublador do personagem Barry Burton no Resident Evil original.

Megaman X8: Paradise Lost

 

Capa: Versão Japonesa (PC)

Depois das enormes críticas que a sétima versão recebeu, a Capcom resolveu voltar ao estilo mais tradicional da série e com um enredo até que surpreendente, por fugir um pouco dos clichês padrões da série. Apesar do jogo ser em 2D (menos nas fases em que você pilota “as motos”, que são em 3D), os gráficos são poligonais, o que na minha opinião tirou um pouco o charme do jogo. Aliás as fases das motos são bem longas, irritantes e chatas, exigindo que você acabe decorando-as para poder terminá-las. Por isso acabei encostando o jogo por um bom tempo. Depois decidi voltar a jogar, desta vez no Easy, para pelo menos ver o final do jogo. Mas pra minha surpresa, o final do jogo era incompleto e então decidi rejogar ele na dificuldade normal. Pra minha surpresa, foi até fácil, nem precisei reunir todas as partes da armadura. Basicamente você decora o caminho que deve ser feito nas fases que andam e consegue passar. Resumindo e finalizando: esse jogo é inferior as versões dos 16 e 32 bits mas pelo menos mantêm a essência de um Mega Man, mesmo com várias alterações no sistema de jogo.

História

 

 

Cansados dos ataques dos Reploids na Terra, os humanos decidem colonizar o espaço. Eles constroem um “elevador” até a lua (Jakob Project). Tudo ia bem até que um acidente ocorre no elevador. X é o primeiro a chegar no local e vai investigar o ocorrido. Quando ele chega lá ele pede reforços, quando vê um exército de Sigmas saindo dos escombros. É então que aparece entre os Sigmas um Reploid (Lumine) que revela que os Sigmas que o cercam são Reploids que trabalham na lua , que são de nova geração e que mudam sua forma/aparência conforme a necessidade. Ele diz ainda que é o responsável pelo projeto Jakob e pelo elvador orbital. Pouco tempo depois, um ataque de Maverick ocorre em Galapagos e X, Zero e Axl vão investigar. Lá eles acabam encontrando Vile (MMX1 e X3) que seqüestrou Lumine. Cabe aos hunters investigar o ocorrido e regatar Lumine.

O jogo:

-Você escolhe entre dois personagens durante o jogo, podendo alterná-los a qualquer momento.
-Você escolhe qual tipo de “ajudante” irá dar dicas nas fases.
-Não existem “vidas” durante o jogo. Ao morrer um personagem, o outro será forçado a entrar e se o outro morrer, é game over. Se você tiver os chips de continue, continuará a partir do último check-point.
-A jogabilidade de Axl é semelhante a de Bass em “MegaMan & Bass”.

Curiosidade:

É possível enfrentar Cut Man em seu cenário original em uma das fases do jogo. Parece ser um evento aleatório.

 SPOILER:

Vile está sob ordens de Sigma. O plano de Sigma é destruir todos os antigos Reploids e povoar o mundo apenas com os novos modelos. Esses modelos vem de “fábrica” com o DNA de Sigma, sendo possível que eles se tranformem em Mavericks por vontade própria, facilitando o seu plano de dominar o mundo. X, Zero e Axl enfrentam e vencem Sigma pela última vez (será mesmo a última vez?), resgatando Lumine.

O que eles não sabiam é que Lumine tinha suas próprias idéias do que deveria acontecer. Ele diz que a evolução está acontecendo e que todos os novos Reploids devem destruir o que restou do mundo-velho (ou seja destruir todos os antigos e obsoletos Reploids, além de, claro, todos os humanos). 

  

Os hunters enfrentam Lumine e após uma feroz batalha, eles acabam vencendo… Mas será esse o fim do conflito entre Reploids? Axl após a batalha é atacado por Lumine que o deixa assim como Zero deixou Sigma depois dos dois lutarem entre si pela primeira vez (cena mostrada em X4).

Mega Man X: Command Mission

 

Capa: Versão Japonesa (PS2)
Um RPG do Megaman…Para mim, duas coisas são essenciais para um bom RPG são: um bom enredo e um sistema de batalha agradável. Se você procura alguma dessas coisas passe bem longe desse jogo.

  

Pra ser direto, ele é péssimo: o sistema de batalha não é dos melhores e a história é muito, mas muito fraca mesmo, a história consegue ser mais fraca e previsível que a do desenho do Capitão Planeta!
 

 

 

As batalhas são tantas e tão chatas que nem consegui passar da metade do jogo. Só recomendo pra quem é fanático e enlouquecido pela série.

Não farei comentários sobre o jogo (afinal não terminei ele e por enquanto não pretendo terminá-lo), nem sobre a história pois não vale a pena.   

Megaman Anniversary Collection

Esta coletânea do Megaman que saiu em seu décimo quinto aniversário conta com as 8 principais versões dos jogos da série clássica, que são emulados fielmente aos jogos nos seus consoles originais. Por isso, os loadings da oitava versão estão presentes, assim como os slowdowns da sétima versão. O jogo conta ainda com uma opção interessante, o NAVIGATION MODE(que só funciona nos seis primeiros jogos), que altera algumas músicas do jogo (na verdade as músicas são as mesmas utilizadas no Megaman Wily Wars e nas versões fliperamas) e assim como nas versões mais modernas, Megaman recebe a ajuda de um personagem através de conversas via rádio (dependendo do jogo você receberá a ajuda de Roll, Dr. Light, Dr. Cossack, Proto Man e por aí vai…). Os principais atrativos são os extras, que são liberados conforme você avança nos jogos: você encontra algumas músicas inéditas (tiradas não sei da onde, já que não foram usados em nenhum jogo…), galerias de imagens, os dois jogos do Mega Man lançados pra fliperama (já falei deles anteriormente) e o primeiro episódio do anime do Mega Man (Mega Man! Ele é puro aço! Mega Man! É ferro e fogo! – Sim é aquele desenho de qualidade mais que duvidosa que passava no SBT…)

Jogos inclusos:

Mega Man (NES)

Mega Man 2 (NES)

Mega Man 3 (NES)

Mega Man 4 (NES)

Mega Man 5 (NES)

Mega Man 6 (NES)

Mega Man 7 (SNES)

Mega Man 8 (Playstation)

Mega Man: Power Battle (Arcade)

Mega Man 2: Power Fighters (Arcade)

Mega Man X Collection

Já nessa coletânea, você vai poder jogar “o filé” da série X. São as seis primeiras versões dos jogos da série X, que já foram comentados anteriormente. Dessa vez a Capcom caprichou na emulação dos jogos, já que os loadings são praticamente inexistentes nas versões dos 32 bits. Aliás, um detalhe é a fase do espaço no Mega Man X5, que não apresenta nenhum slowdown quando os inimigos surgem “da escuridão” (eu achava que era um efeito da fase, mas parece que não era…). Em relação aos extras, eles são no mínimo decepcionantes. Além de algumas ilustrações, você encontra um punhadinho de músicas que não foram usadas na série X, dicas de como pegar os segredos das três primeiras versões e o jogo Megaman Battle e Chase (uma daquelas cópias baratas do Mario Kart). E pra piorar a Capcom fez propaganda enganosa na capa do jogo:

 

Na contra capa lê-se : Original sketch art, remixed soundtracks plus much more! (arte conceitual, trilha sonora remixada e muito mais!) Por favor, me digam aonde está a trilha sonora remixada e o muito mais, pois eu não encontrei… Outra coisa curiosa é que a dublagem em japonês da sexta versão foi retirada (lembrando que no Playstation, a versão americana de Mega Man X6 vinha com a dublagem em japonês). Agora, assim como Mega Man X5, o que acontece é uma simples leitura de textos. Apesar disso essa versão é a melhor da série X lançados nos 128 bits.

Jogos inclusos:

Mega Man X1 (SNES)

Mega Man X2 (SNES)

Mega Man X3 (Playstation)

Mega Man X4 (Playstation)

Mega Man X5 (Playstation)

Mega Man X6 (Playstation)

Mega Man Battle & Chase (Playstation)

Concluindo:

Bom acho que já chega. Como eu já disse, além dos vários spin-offs lançados (como por exemplo o péssimo Mega Man do Game Gear, as versões lançadas para o Game Boy (que eu não joguei), Mega Man Soccer pro SNES e o anime interativo Rockman Adventure lançado pro Sega Saturn/Playstation) existem muitos outros jogos contendo o personagem Mega Man (inclusive ele está presente nos cross-overs da Capcom: Marvel vs. Capcom 1 e 2, aparecendo com outros personagens da série clássica como o Dr. Light, Rush, Roll, Dr. Wily e ainda da série Legends, vem o Servbot (Kobun na versão japonesa) e a “vilã” Tron Bonne).

Para quem quiser saber como a série continua, existem as outras séries do Mega Man, sendo que a saga Zero é seqüência direta da saga X. Existem ainda duas versões da série X para Game Boy Color (Mega Man Xtreme).

Pra quem quiser experimentar como seria o Mega Man no mundo 3D, existe a série Mega Man Legends (que saiu pro PS1, N64 e PSP), que mistura elementos de ação, aventura e até RPG, e que levam várias horas para serem terminados. São jogos excelentes e difíceis e o produtor da série já disse que quer fazer uma continuação (o que não significa que elas irão sair).

Para essa próxima geração, o produtor disse também que é pouco provável que saia um Mega Man pra PS3 ou X-Box 360, mas que seria muitos interessante um Mega Man no Nintendo Wii.

Fontes:

-Eu

-Manuais dos jogos (inglês/ versão .doc):

Mega Man 1,2,3,4,5,6 (NES)

Mega Man 7, Mega Man X, X2 e X3 (SNES)

Mega Man 8, Mega Man X4, X5 e X6 (Playstation) 

-Entrevistas com Keiji Inafune (produtor e criador da série Mega Man) – Inglês

http://megaman.retrofaction.com/articles/interviews/interview002.php

http://megaman.neoseeker.com/archive.php?storyid=1249

-Wikipedia

http://www.wikipedia.org/

-Sites especializados em Mega Man

http://www.mmhp.com/ (inglês)

Fico devendo outros links, pois escrevi essa matéria no meio do ano passado e acabei me esquecendo completamente deles…

E finalmente, utilizo esse espaço para agradecer a todos que me incentivaram a continuar escrevendo essa matéria lá no ano passado ainda no Uol, por que sem o incentivo de vocês eu não teria terminado (não é conversa fiada, eu falo sério).

Agradeço também ao André por ter postado as partes anteriores desse especial aqui no site.

Agora sim…

FIM!