Nota do editor: O texto abaixo foi escrito pelo amigo Hyper Emerson, que é também um dos membros de nosso fórum.
A série Kid Dracula é uma paródia de Castlevania criada pela própria Konami. Este jogo pertence a época em que a Konami era mais nonsense, com seus Parodius, Wai Wais, e Goemons. O personagem principal dos dois jogos é o menino meio-vampiro Kid Dracula, que, baseando-se no que é dito sobre o personagem nos manuais, é o Alucard (CV3: Dracula´s Curse) quando criança. Mas o Igarashi afirmou certa vez (só pra complicar) que o Kid pode não ser o Alucard.
Akumajou Special: Boku Dracula-kun

Informações Gerais:
Ano de lançamento: 1990
Console: Famicom
Fabricante: Konami
Gênero: Ação/Plataforma
Número de jogadores: 1
Enredo:
Galamoth, rei do espaço, pretende destronar Kid Dracula de sua posição de Rei dos Demônios (WHA?). Então Kid Dracula deixa Castlevania para andar pelo mundo e derrotar Galamoth.
Sobre o jogo:
Boku Dracula-Kun é um jogo de plataforma. O jogo possúi várias fases, mas embora seja uma paródia de Castlevania, só a primeira pode ser relacionada à essa série.
Isso realmente é algo ruim. Como pode ser uma paródia de Castlevania sem fases baseadas em Castlevania? E elas também não tem o mesmo carisma das fases da série Parodius. Ao menos existem chefes, que enquanto não tem nada à ver com ninguém de Castlevania, são memoráveis, como os fantasmas que são uma alusão ao KKK, e a Estátua da Liberdade.
Embora o jogo seja paródia de Castlevania, o Kid tem a jogabilidade do Mega Man, atirando até 3 bolas de fogo de uma vez, ou um tiro carregado.

Conforme o Kid derrota os chefes, ele aprende novos poderes para serem usados nas fases seguintes. Mas nem todos os poderes são usados de maneira efetiva no jogo, e acabam sendo inúteis.
Quando o Kid derrota inimigos com tiros carregados, ele ganha moedas que podem ser usados em minigames entre as fases, para ganhar algumas vidas. São joguinhos simples, dos quais eu prefiro o do esqueleto no barril. Já o das dançarinas não faz muito sentido, por ser necessário conhecimento da língua japonesa.
O jogo tem bons gráficos e animações, mas não é muito detalhado. Para manter o estilo cartoon, talvez? Embora tenha músicas legais, novamente não há quase nada de Castlevania aqui, a não ser o remix de Beggining na primeira fase.
O jogo começa fácil, mas vai ficando complicadão nas fases finais. O jogo usa passwords. Como o jogo ficou no Japão, é melhor consultar a Gamefaqs antes de enfrentar a Estátua da Liberdade.
No final das contas, Boku Dracula-Kun é um bom e divertido jogo, mas é horrível como uma paródia de Castlevania. Teria o jogo recebido o título “Akumajou Special” apenas para atrair atenção?
Kid Dracula

Informações Gerais:
Ano de lançamento: 1993
Console: Game Boy
Fabricante: Konami
Gênero: Ação/Plataforma
Número de jogadores: 1
Dois anos depois, resolveram lançar um segundo Kid Dracula, para o GB. Esse jogo reusa muito conteúdo de seu antecessor.
Inclusive, o nome japonês ainda é “Akumajou Special: Boku Dracula-Kun”, dando a impressão de ser apenas um port.
Enredo:
Death avisa Kid Dracula sobre o retorno de Galamoth. O Kid se esqueceu da maioria de seus poderes, mas vai enfrentá-lo mesmo assim. (…Hm. Afinal, o correto é GaLamoth, ou GaRamoth…?)
Sobre o jogo:

Bom, muita coisa que eu escrevi acima sobre Boku Dracula-Kun é igual em Kid Dracula. Algumas fases são as mesmas que no jogo anterior, mas com level designs diferentes e uma forma extra para seus chefes. Novamente, apenas a primeira fase é baseada em Castlevania.
O Kid começa com o poder de se transformar em morcego, e vai ganhando/lembrando outras habilidades conforme o jogo prossegue. Os poderes são usados de maneira mais eficientes nas fases, desta vez. Os minigames funcionam de maneira diferente aqui. São necessárias dez moedas para tentar jogá-los.
Os minigames são novos, exceto o do esqueleto no barril, e são melhores. Também é possível juntar moedas em outro minigame separado.
O jogo tem gráficos bem feitos no GB, e o enredo é contado através de cutscenes. Há uma segunda música na fase 1, mas não tenho certeza se ela é um remix de alguma música de Castlevania.

A dificuldade é como no Boku Dracula-Kun. Mas o poder Homming parece ser extremamente fraco aqui. Note também que o poder Bat é travado na fase 2. Fake Difficulty Mode On!! A versão americana também tem alterações que a tornam mais difícil do que a versão japonesa.
O jogo foi lançado nos EUA, e obviamente os “Fantasmas KKK” da primeira fase tiveram seus sprites alterados para evitar a fúria da Nintendo of AMERICAAAH.
Eu considero este melhor do que o do NES, e ainda melhor por ser portátil. Mas será que não podiam ter colocado mais coisas de Castlevania no jogo? Ver o Death no jogo é engraçado e talz, mas…
Special Bonus:
Confira no post original feito pelo Hyper Emerson em nosso fórum, as diferenças existentes entre as versões americana e japonesa do Kid Dracula do Game Boy.