RETROBITS - TGS’07 2º Dia - Entrevista com Masato Onishi do Team Ninja - www.retrobits.com.br Na hora em que aquele japonês jovem, de estatura média apareceu, todo envergonhado, depois de uma das sessões de exibição in-game em que ele joga Ninja Gaiden 2, nunca pensei que teria respostas tão interessantes.

Depois da apresentação e da troca dos “meishi” (business card), minha mulher iniciou a entrevista ali, no canto do estande de NG2, já que o pessoal quase nem tem tempo pra nada. Vamos ao que interessa.

Quanto leva em média a produção de NG2?

Masato Onishi: Como Ninja Gaiden é jogo muito detalhado, a produção leva, em média, 1 ano e meio, podendo se estender um pouco mais.

Como a Team Ninja inicia a produção de um jogo como Ninja Gaiden ou Dead Or Alive?

Masato Onishi: Bem, se tratando de Ninja Gaiden, onde faço a assistência de direção, o Itakagi senta com o pessoal da produção e discutimos sobre tudo ao mesmo tempo, gráficos, efeitos sonoros, etc (risos) até se chegar num contexto. Na verdade, o pessoal é muito profissional e aberto a idéias e comentários, acho que isso é a chave do sucesso de Ninja Gaiden.

Quanto tempo voce trabalha por dia? A imagem que temos dos japoneses é que trabalham muito e o dia todo. Vocês trabalham assim tambem?

Masato Onishi: Não, não! Dentro da Tecmo, você faz o seu horário, Como você esta produzindo um jogo e quer que o mesmo seja um ótimo jogo, assim que percebe que esta se estressando e perdendo as idéias, a melhor coisa é voltar pra casa e descansar (mas isso não significa que não trabalhamos! risos).

Quantas pessoas trabalham na Team Ninja?

Masato Onishi: Infelizmente essa pergunta eu não posso responder (com ar de vergonha).

Porque você escolheu essa profissão? O que você nos diz dos Ninja Ryukenden (Gaiden) de Famicom?

Masato Onishi: Desde pequeno, quando joguei pela primeira vez um video game, decidi que me esforcaria para conseguir trabalhar com video games, não conseguia me imaginar trabalhando em outro emprego.
A série Ninja Ryukenden de Famicom foi a melhor que já joguei até hoje! Para mim, é muito gratificante estar na equipe do Team Ninja, principalmente por trabalhar na série do jogo que mais gosto!

A violência esta muito maior na segunda versão. O que você diz a respeito?

Masato Onishi: Imagine um ninja com uma espada. Ele corta a cabeça de um inimigo. Não vai sair duas gotas de sangue dali, vai jorrar sangue. Já vimos jogos de espada “bonitinhos” que não tem nada a ver com uma espada. Um ninja não quer apenas matar seu inimigo, ele quer cortar a cabeça, os braços, as pernas e tudo o que for possível (risos).
Minha resposta pode parecer chocante para muitos, mas essa é a proposta maior de Ninja Gaiden 2, a crueldade (ele falou isso com gosto) e ódio com que um ninja mata seu inimigo. Muitos estão achando violento demais, mas tenho certeza que os fãs adorarão (falou com gosto, de novo). Particularmente, eu vejo a violência nesse jogo como uma arte, a maneira que Ryu retalha seus inimigos, o pessoal da produção e os programadores são verdadeiros artistas. Além de uma boa história, gráficos e sons, queremos mostrar com o máximo de realismo possível o que as armas de Ninja Gaiden são capazes de fazer.

Que mensagem você deixaria para os fãs brasileiros de Ninja Gaiden?

Masato Onishi: Meu desejo é que os fãs brasileiros se impressionem ao máximo nesse jogo. Nós da Tecmo acreditamos que esse será o melhor jogo de ação de todos os tempos com seus 60 frames por segundo de ação ininterrupta do começo ao fim!


Entrevista cedida para Daniel “Corisco” e Naoyo “Dada”, no segundo dia da TGS ’07.