Master System

Na geração 8 Bits o NES foi o console que liderou a preferência dos gamemaníacos ao redor do mundo. No Japão e nos Estados Unidos a vitória do NES sobre o Master System é indiscutível! Mas isso não quer dizer que o console de 8 bits da SEGA fosse ruim ou que o mesmo não tivesse jogos interessantes. O grande problema da SEGA foi que na época a Nintendo tinha contrato de exclusividades com grandes produtoras de games, algo que só começou a ser “quebrado” na época do Mega Drive.

Desta forma a SEGA teve que “se virar” para tentar competir com séries como Castlevania, Mega Man, Final Fantasy, entre outras, cujos jogos eram exclusivos para o console de 8 Bits da Nintendo. Para muitos, que defendem o Master System com unhas e dentes, a SEGA conseguiu se virar muito bem “sozinha”, tanto que o console teve um certo sucesso na Europa e no Brasil disputava pau a pau com o NES na questão da preferência.

Felizmente eu pude ter tanto um clone de NES quanto um Master durante minha infância/adolescência, e portanto pude aproveitar ao máximo estes dois consoles, não considerando nenhum dos dois como melhor que o outro, pois realmente curto ambos. Assim como fiz a pouco tempo atrás em relação ao NES, agora tenho a “audácia” de fazer um Top 10 onde coloco os melhores jogos do Master System, NA MINHA OPINIÃO. E como eu disse no outro TOP 10, nada aqui é pra se levar tão a sério, pois este artigo apenas reflete minha opinião pessoal, nada mais do que isso. Aqueles que discordarem do TOP, ao invés de se limitarem a criticar, que dêem sua cara a tapa também criando seu próprio TOP 10 do Master System na parte de comentários. Isso se tiverem coragem.

Bem, mas chega de enrolação e logo abaixo confira os meus 10 jogos preferidos do console de 8 bits da SEGA, em ordem decrescente:

10º Lugar: E-Swat: City Under Siege

E-Swat

Um ano após o lançamento de E-Swat: Cyber Police para os Arcades, a SEGA lançou para o Master System uma versão deste clássico jogo de ação policial. Sob o título de E-Swat: City Under Siege, o jogo lançado para o Master é em vários pontos fiel a versão Arcade, mas claro que houve alguns cortes na versão 8 bits, como algumas fases e chefes. Diferente do que muitos poderiam pensar, o jogo do Master não é uma continuação de E-Swat: Cyber Police e sim o mesmo jogo, só que em uma versão mais “light”. Era a oportunidade de viver em casa toda a diversão que antes só era possível caso o jogador se dispusesse a se locomover para alguma casa de fliperamas.

Pode se dizer que o Master System teve uma excelente versão de E-Swat, ainda mais se for levado em conta as limitações do console frente a uma poderosa máquina de fliperama. Curiosamente a versão caseira do jogo conseguiu até mesmo ter algumas vantagens em relação a original (mais músicas e jogabilidade com mais opções), o que só mostra como a SEGA tem mesmo a manha de fazer adaptações e conversões de jogos originalmente lançados para os Arcades, e ainda ir além, inovando sempre que possível.

E-Swat: City Under Siege é um jogo de ação que garante bons momentos de diversão, e um dos melhores jogos do estilo lançado para o Master System, na minha opinião.

9º Lugar: Ghouls N´Ghosts

Ghouls N´Ghosts

Ghouls ‘N Ghosts é um jogo de ação feito pela Capcom, e que originalmente foi lançado para os fliperamas no ano de 1988, mas acabou tendo várias versões em outras plataformas e consoles posteriormente. Este jogo é a sequência de Ghosts N´Goblins, outro clássico da Capcom que também teve várias versões nas mais variadas plataformas. Em ambos o jogador entre na pele do cavaleiro Arthur e deve ajudar o mesmo em uma difícil missão. A versão do jogo lançada para o Master System, na minha opinião, ficou até mais interessante que a versão lançada para o Mega Drive. O único porém é sua dificuldade, que graças a possibilidade dos continues infinitos acaba se tornando muito baixa, o que pode desagradar aos jogadores que procuram jogos mais desafiadores.

Mesmo com esse porém, é um jogo que fez bastante sucesso entre os donos de um console de 8 bits da SEGA na época em que foi lançado, e que até hoje merece ser jogado, seja no console ou via emulador, pois ele é realmente muito divertido.

8º Lugar: Alex Kidd in Miracle World

Alex Kidd in Miracle World

Após Super Mario Bros, era comum que grande parte dos jogos que seguissem o gênero Ação/Plataforma fossem quase que um mera cópia da grande obra de Shigeru Miyamoto. Mas o produtores de Alex Kidd in Miracle World não pretendiam copiar Mario, e sim criar um jogo que fosse original e que trouxesse boas novidades aos jogadores. E eles conseguiram isso, criando um jogo com uma jogabilidade totalmente diferente de Mario, “power ups” próprios e estágios bem diversificados e originais.

Outros jogos foram estrelados por Alex Kidd, mas com certeza nenhum foi tão marcante para toda uma legião de jogadores quanto a aventura em “Miracle World”. Mesmo hoje sendo um personagem extinto no mundo dos games, Alex sempre terá seu espaço reservado na mente e no coração dos retro-gamers de todo o mundo, que ainda passam horas se divertindo com este simpático personagem.

7º Lugar: Alex Kidd in Shinobi World

Alex Kidd in Shinobi World

Alex Kidd in Shinobi World é mais um ótimo jogo do Master System, sendo uma espécie de paródia com outro jogo da SEGA, neste caso, claro, o jogo Shinobi, que foi lançado originalmente nos Arcades, e posteriormente, mais exatamente no ano de 1988, ganhou uma boa versão para o Master System. Em 1990 foi então lançado esta aventura do príncipe Alex no mundo de Shinobi, sendo um sucesso entre os fãs até hoje.

Aqueles que também conhecem a versão de Shinobi para o Master System, percebem que Alex Kidd in Shinobi World possui até mesmo vários efeitos sonoros e músicas deste jogo, sendo que os temas músicais foram levemente remixados, para que ficassem mais em um clima, digamos, infantil. Em “Shinobi World” Alex não utiliza mais seus poderosos punhos. Agora sua principal arma é uma espada, que pode ter seu poder aumentado ao encontrar um item especial representado pela letra “P” em algum dos báus do jogo. Também pode ser adquirida dentro dos báus uma nova arma semelhante a um “shuriken”, que é ótima para ataques a longa-distância.

“Shinobi World” foi o último jogo do herói Alex Kidd como protagonista, e acabou sendo uma despedida e tanto, já que o jogo é tido como um dos preferidos entre os fãs.

6º Lugar: Castle of Illusion

Castle of Illusion

Castle of Illusion é um dos grandes sucessos do Master System. Estrelado pelo mascote da Disney, o famosíssimo Mickey Mouse, o jogo em si é realmente muito bem feito, agrandando desde as crianças mais pequenas que são fãs do rato mais conhecido do mundo até os adolescentes que gostam de bons jogos no estilo Ação/Aventura.

No Brasil o jogo chegou a ser divulgando tempos depois como um dos mais vendidos do console de 8 Bits da SEGA por estas “bandas”. A história é simples: Mickey e sua namorada Minnie viviam felizes em “Vera City” até o dia em que a bruxa Mizrabel , que tinha inveja da beleza e popularida de Minnie, resolveu sequestrar a pobre ratinha. Mickey então parte para uma dura jornada até o “Castelo da Ilusão” onde deverá juntar as setes gemas do arco-íris para assim poder chegar até o covil da bruxa Mizrabel. Mas será realmente uma tarefa complicada, já que Mickey terá que enfrentar os “Mestres da Ilusão” e vencê-los, para assim conseguir as gemas coloridas.

Castle of Illusion pode até ser um jogo fácil, mas bem fácil mesmo, mas ainda assim é muito, mas muito divertido! Quem viveu este jogo na época em que ele foi lançado com certeza passava horas jogando-o, conseguindo assim terminá-lo várias vezes em um mesmo dia. Quem dera os jogos de hoje em dia fossem como o velho Castle of Illusion, onde você sente vontade de jogá-lo novamente nem que seja para terminá-lo pela milésima vez!

5º Lugar: The Lucky Dime Caper

The Lucky Dime Caper

Após o sucesso obtido com o jogo Castle of Illusion, estrelado por Mickey, que é simplesmente o rato mais famoso do planeta, não era necessário nem ser vidente para prever que novos jogos com personagens da Disney seriam lançados para os consoles da SEGA futuramente. E aproximadamente um ano após o jogo Castle of Illusion ter sido lançado para o Master System, o console de 8 Bits da SEGA ganharia outro jogo da Disney bem divertido, só que desta vez estrelado pelo rabugento Pato Donald!

Com o título de The Lucky Dime Caper, o jogo trazia uma grande aventura para os donos de um Master, com Donald tendo que enfrentar muitos perigos e desafios ao redor do mundo. Neste mesmo ano o Mega Drive receberia o jogo Quack Shot, também estrelado por Donald, que logo seria considerado como um dos melhores jogos de ação lançados para o poderoso console de 16 Bits da SEGA. De maneira sábia, a SEGA preferiu criar um jogo totalmente novo para o Master, ao invés de tentar fazer uma versão 8 Bits de Quack Shot, bem diferente do que ocorreu no caso de Castle of Illusion, jogo que teve tanto uma versão lançada para o Mega quanto para o Master.

Mesmo com toda a superioridade de Quack Shot, os donos de um Master System não tinham do que reclamar no final das contas, pois The Lucky Dime Caper é um jogo excelente também!

4º Lugar: Land of Illusion

Land of Illusion

Castle of Illusion foi um dos melhores jogos de ação lançados para o Master System, e para alegria de todos os detentores de um console de 8 bits da SEGA, um novo jogo estrelado pelo rato mais famaso do mundo, Mickey, foi lançado em 1992: trata-se de Land of Illusion, que possui a mesma fórmula consagrada de Castle of Illusion, mas que também trouxe boas inovações gráficas, sonoras e principalmente em sua jogabilidade, pois agora Mickey iria ganhar poderes especiais durante essa sua nova aventura, e portanto teria um número maior de comandos possíveis!

Tudo começa quando Mickey estava tranquilamente em sua casa, sentado em sua poltrona preferida e lendo um bom livro de contos de fadas. Bem, na verdade, o livro parecia não ser tão bom assim, já que Mickey acaba adormecendo durante a leitura do mesmo! Mas para surpresa de Mickey, ele acaba indo parar dentro da história do livro que estava lendo no instante em que ele adormece! Neste mundo estranho e encantado, ele acaba descobrindo que o local está sendo ameaçado por um força maligna! Um ser poderoso e perverso roubou o cristal mágico que protegia o lugar, fazendo com o que a mágica ruim tomasse conta de tudo! Como Mickey é metido a herói, e muito gente boa, ele resolve partir em uma jornada para recuperar o cristal mágico e trazer de volta a paz para este estranho mundo em que ele agora está! Lembro que na época de seu lançamento no Brasil, a Tec Toy até mesmo passou na TV alguns comerciais para divulgar Land of Illusion! E não poderia ser diferente, já que Castle of Illusion foi um dos jogos do Master System de maior sucesso em nosso país, e Land of Illusion tinha tudo para agradar aos fãs deste jogo!

Land of Illusion conseguiu ser um jogo tão bom e viciante quanto o seu antecessor, sendo que muitos jogadores (como eu) o consideram como um game ainda melhor! Seja qual for a opinião, é inegável que Land of Illusion é mais um clássico eterno do Master!

3º Lugar: Master Of Darkness

Master Of Darkness

A série Castlevania da Konami nunca foi exclusividade de nenhuma fabricante de consoles, mas curiosamente demorou bastante tempo para que um console da SEGA tivesse um jogo da série, pois somente em 1994 isso aconteceu, com o lançamento de Castlevania Bloodlines para o Mega Drive. Antes disso a série já havia figurado em vários consoles, sendo que a maioria deles eram de propriedade da Nintendo, a grande grande rival da SEGA na época.

Enquanto o NES tinha três jogos ótimos da série, o Master System ficava a ver navios. Mas foi então que um grupo de programadores dentro da SEGA revolveram fazer seu próprio “Castlevania” para o console de 8 bits da empresa. Então em 1992 o Master System foi agraciado com um dos melhores “clones” já vistos de um jogo da famosa série vampiresca da Konami: Master of Darkness. Este jogo para muitos, pode até ser considerado uma cópia sem vergonha da série Castlevania, mas os donos do ótimo console Master System enfim puderam ter, mesmo que não de forma oficial, um jogo que para ser mais “Castlevania” do que era, só faltou ser feito pela própria Konami!

Como sou fanático pelos jogos da série Castlevania e Master of Darkness conseguiu ser uma “cópia” muito bem feita, não é preciso ser adivinho para deduzir que eu gosto muito deste jogo! Lembro que na época em que eu possuía um Master System, Master of Darkness foi um dos jogos que mais aluguei para o console! Só não comprei um cartucho do mesmo porque não tinha dinheiro na época, pois eu realmente me divirtia muito com o jogo, que mesmo sendo fácil, não se tornava enjoativo para mim. Hoje graças a emulação posso jogá-lo quando eu bem pretender, e pode ter certeza que ele continua me divertindo muito!

2º Lugar: Kenseiden

Kenseiden

No ano de 1988 a SEGA lançou aquele que é considerado por muitos, como uma das grandes obras primas do Master System: trata-se Kenseiden, um excelente jogo de ação estrelado por um destemido samurai. O principal ponto positivo de Kenseiden é seu criativo modo de jogo, onde o protagonista ganha novas habilidades ao derrotar os chefes que ele irá encontrar durante sua jornada. Numa época em que grandes jogos de ação começavam sua história no console de 8 bits da rival Nintendo (como Castlevania e Mega Man), Kenseiden fez bonito, não ficando devendo em nada para os jogos de mesmo gênero de sua concorrente.

Hayato, um grande samurai, tem uma difícil missão a cumprir: ele deve seguir por várias regiões do Japão para recuperar a ‘Espada do Rei Dragão’ juntamente com os pergaminhos mágicos, que são herança de sua família e que lhe foram roubados pelos Warlocks, criaturas demoníacas que dominaram o país. Hayato deve derrotar cada um dos líderes dos Warlocks, até estar apto a adentrar o Castelo Vermelho do maligno Yonensai, que é o líder supremo dos Warlocks. Kenseiden é um dos melhores jogos de ação do Master System, e porque não dizer, de toda a geração 8 bits. Tinha tudo para se tornar um franquia das boas (boa história, modo de jogo interessante, trilha sonora impecável,etc), mas sabe lá por qual motivo a SEGA não investiu em sequências do jogo.

É uma pena que uma idéia tão boa tenha ficada restrita a apenas um jogo, pois eu particularmente adoraria poder ter jogado um Kenseiden 2 no Mega Drive por exemplo, ou mesmo, no próprio Master System.

1º Lugar: Phantasy Star

Phantasy Star

Lançado para o Master System em 1988, Phantasy Star foi um jogo revolucionário para a sua época! Tudo neste jogo estava muito acima dos RPGs lançados até então, só pra resumir as coisas! O jogo trazia uma história simples mas cativante, gráficos maravilhosos, músicas bacanas e acima de tudo, proporcionava muitas horas de diversão! Com tantas qualidades, não era preciso ser vidente para prever o que aconteceu: Phantasy Star conseguiu uma legião de fãs ao redor de todo o mundo, e foi o grande rival da série Final Fantasy, que na época era exclusividade da Nintendo.

No Brasil as coisas não foram diferentes! A Tec Toy (que até hoje detém os direitos de comercialização dos produtos da SEGA) fez uma ótima campanha de marketing para promover o jogo em nosso país, além de tê-lo traduzido completamente para o português! E especialmente para nós brasileiros, Phantasy Star surgiu como algo ainda mais revolucionário do que realmente era, já que na época o gênero RPG era conhecido por pouquíssimos jogadores de nosso país. Portanto, Phantasy Star foi o primeiro RPG para a grande maioria, que ficou maravilhada com as possibilidades que um jogo do gênero permitia!

Nada de fases em linha reta e objetivos repetitivos! Phantasy Star trazia um sistema solar inteiro para ser explorado, onde o jogador teria uma liberdade de ação jamais vista antes! Tudo bem que o jogo em si possui um roteiro a ser seguido, com objetivos que devem ser cumpridos para que o jogador prossiga na história do mesmo. Mas ainda assim o jogador teria inúmeras opções do que fazer durante o jogo, sendo livre para escolher em qual área travar combates, por exemplo. Ou ainda quais armas ou armaduras comprar para melhorar os atributos de seus personagens… realmente foi “um novo mundo” para um imensa massa de jogadores brasileiros, que estavam acostumados com jogos onde as opções eram basicamente apertar um botão para pular e outro para atirar ou atacar.

Outra novidade trazida para o público brasileiro por meio de Phantasy Star, foi a do primeiro jogo de longa duração. Diferente dos jogos mais tradicionais, que eram terminados em poucas horas, Phantasy Star trazia um número tão grande de desafios e objetivos a cumprir, que iria fazer os jogadores passarem dias, e até semanas jogando, para se conseguir chegar no final do jogo. Quem viveu na época em que foi lançado aqui no Brasil, deve se lembrar da propaganda que a Tec Toy fazia de Phantasy Star, colocando-o como um jogo de 3 meses de duração (que ela dizia ser o tempo gasto por sua equipe para terminar o jogo pela primeira vez). Exageros a parte, Phantasy Star ainda sim era realmente grande, e por isso o cartucho do mesmo vinha com uma bateria inserida no chip de RAM, onde o jogador poderia salvar o seu progresso no jogo, e continuar quando bem entendesse.

Phantasy Star é sem dúvida um dos melhores jogos de RPG lançados até hoje, e o melhor jogo do Master System na minha opinião! A série não poderia ter começado de forma melhor! Não foi por acaso que, anos após seu lançamento, que Phantasy Star veio a conseguir a 26ª posição no ranking da revista Electronic Gaming Monthly (EGM Brasil em nosso país) no artigo “The Greatest 200 Videogames of Their Time”.