ZELDA E O SEU SUCESSO ESTRONDOSO

Zelda se tornou de cara um dos maiores clássicos da Nintendo. As aventuras de Link começaram a ser contadas ainda no Nintendo 8 bits. O lançamento do segundo game da série (The Adventure of Link) dividiu muito opiniões, e a Nintendo começou o desenvolvimento de um terceiro Zelda para os 8 Bits da Nintendo, porém, como o jogo iria ser algo muito avançado para um processador de 8 bits o projeto do jogo foi cancelado e voltou a ser trabalhado quando o Super Nintendo chegou no mercado, e assim, os fãs puderam conhecer um dos melhores jogos da série. Legend Of Zelda: A Link to the Past, lançado em 1992.
A LENDA DA TRIFOCE
No princípio, a terra de Hyruli era apenas um vasto infinito. Então, os três poderosos deuses vieram para dar forma ao infinito, o deus da coragem lançou o fogo para fazer as terras e montanhas, o deus da sabedoria fez os céus, mares e as criaturas para habitarem estas terras e o deus da força deu a vida inteligente para cuidar deste novo mundo, nascia assim Hyrule e os seus habitantes chamados de Hylias.
Antes de partirem, os Deuses deixaram um símbolo deste poder que criou Hyrule e formaram um imenso triângulo a partir de três triângulos e deram a este símbolo o nome de Triforce. Segundo as lendas, aquele que possuísse a Triforce poderia pedir o que quisesse e seu desejo seria realizado.
Durante anos e anos, muitos procuraram pela Triforce, mas tudo que sabiam é que ela repousava num mundo que existia na sombra de Hyruli, um mundo conhecido como a terra Dourada. Um dia um ladrão especializado em magia negra conseguiu abrir o portal que leva até a terra dourada e encontrou a Triforce, seu nome era Ganondorf (Ganon) e seu desejo foi o de possuir um mundo só para ele. Na tentativa de vencer Ganon, o rei de Hyrule ordenou que os setes sábios de Hyrule selassem o portal que leva até a terra Dourada. Para isso, foi forjada uma espada que somente um puro de coração poderia usar, e com isso Ganon foi mandado para a terra dourada e o portal foi selado para que Ganon nunca mais deixasse o seu reino e a paz voltasse para a terra de Hyrule.
Passam-se anos e anos, e a lenda da Triforce e da guerra que selou Ganon na hoje chamada de Mundo da Escuridão ainda são contadas. Eis que surge Agahim, um feiticeiro que conquista o cargo de conselheiro chefe do rei. Tudo parecia bem até que surgem boatos cada vez mais estranhos. Uns dizem que Agahim dominou o rei com a sua magia, outros dizem que o selo dos sete sábios esta sendo quebrado. Numa noite decisiva, o feiticeiro domina o castelo de Hyrule, e os descendentes vivos dos sete sábios desaparecem misteriosamente.
Nesta mesma madrugada, o jovem Link é despertado de seu sono pela jovem princesa Zelda. Ela pede ajuda, mas por que ele? O que está acontecendo? Ninguém tem essa resposta, mas sabe-se apenas de uma coisa, o destino da terra de Hyrule está nas mãos daquele jovem garoto.
RESGATANDO PINGENTES E PRINCESAS

Zelda é um RPG bem diferente dos demais, é um dos poucos do estilo ação/aventura. As batalhas em Zelda acontecem em tempo real, aqui não existe a possibilidade de subir níveis, em vez disso, você deve pegar itens que aumentam o poder de Link, espadas, armaduras e escudos novos. Enfim, eu gosto muito do sistema de batalhas único de Zelda em tempo real. Não tenho muita paciência para RPG’s em que abrem uma nova tela pra cada batalha que deve ser enfrentada.
Os gráficos são simples, a visão do jogo é vista por cima. No geral, não existe uma grande diversidade de ambientes, mas ao mesmo tempo não é cansativo, e você nunca irá chegar em uma determinada área e dizer (Nossa, que coisa cansativa e repetitiva de ficar vendo). O Mundo da Escuridão é basicamente igual ao de Hyrule, o que muda é que o tom de suas cores tem algo mais escuro e tétrico, dentro dos calabouços o design gráfico ficou muito bom. Os desenhos dos personagens são bem aceitáveis. Em resumo, os gráficos não são nada ruins, mas também não conseguem impressionar.
O objetivo do jogo é passar por 12 calabouços e palácios. Nos três calabouços de Hyrule, você deve coletar três pingentes. No mundo da escuridão, serão sete donzelas descendentes dos sete sábios. Elas foram aprisionadas em cristais que devem ser recuperados, cada um dos pingentes e das donzelas estão dentro de palácios que precisam de muita paciência para serem resolvidos e que são guardados por um mestre. Na prática, a coisa não é tão simples assim.
Equipamento de herói

Em todo bom RPG, você deve ficar um bom tempo andando por aí, descobrindo caminhos, mistérios e conversando com pessoas que nem sempre terão algo de valioso a dizer. Em Zelda, não é diferente. Em praticamente todas as missões do jogo, será preciso um item que pode estar com alguma pessoa, em algum lugar de Hyrule ou muito bem guardado em um palácio. Cada palácio contém um item valioso, que será usado pelo resto jogo. Em outros, é preciso suar para conseguir. Por exemplo, se você quiser melhorar sua espada para o nível três, então terá que se aventurar pelo Mundo da Escuridão até achar o parceiro do ferreiro de Hyrule, se quiser nadar em qualquer lago que seja, então vá a fundo nas terras dos Zoras para ganhar o item que permite que Link nade, e assim por diante.
Quem disse que um herói lendário vive apenas de lutas com monstros e salvando belas donzelas?
Ao todo, Link terá quatro espadas, três armaduras e três escudos diferentes. A espada pode ser usada de várias formas; há o golpe comum; o Spin Atack, que é um giro com a espada, realizado quando se segura o botão de ataque e soltando quando a espada brilha. Com as botas de pégasus, Link pode correr com a espada empunhada e acertando quem estiver no seu caminho. A partir do nível 2, a espada pode atirar raios de luz nos inimigos, isso só é possível se os corações de energia estiverem completos.
O som do jogo é outro quesito simples. Os efeitos sonoros são na medida exata, porém começam a enjoar depois de um tempo. A trilha sonora é muito boa, aquela velha música tema dos jogos da série Zelda esta de volta neste jogo. Este é mais um daqueles jogos que você percebe que as músicas têm belos arranjos de orquestras, mas devido aos canais de som limitados do Super Nintendo não é possível ouvir isto com muita clareza.
AO RESGATE!
Zelda não chega a ser um jogo muito difícil. Na verdade, está no nível de dificuldade de um RPG. Achar os palácios não é uma grande dificuldade, afinal, eles ficam marcados no mapa, dificilmente vai acontecer de você ficar pensando no que fazer a seguir, a dificuldade não está em encontrar o caminho, mas prosseguir nele.

Os palácios não são labirintos intermináveis, mas são bem difíceis de serem resolvidos; destaques para o quarto palácio do Mundo da Escuridão, quem não ficou quebrando a cabeça pra descobrir onde a porcaria do chefe estava escondido? Ou preso? Tá, não vou falar o mistério aqui. Jogue e descubra.
O jogo fica mais trabalhoso a partir do momento em que é preciso ficar alternando entre os dois mundos. Os chefes não são muito difíceis. Depois de duas tentativas, é fácil pegar o modo de vencê-los.
Legend Of Zelda: A Link to the past não tem gráficos de primeira e nem som de ultima geração, mas é um jogo que trás uma excelente história, uma dificuldade sob medida e é totalmente viciante. Jogadores mais novatos podem se perder no inicio, mas após fechar o jogo duas vezes é mais fácil achar todos os itens e corações.
Eu já perdi as contas de quantas vezes eu zerei este clássico, e é ótimo poder reviver esta grande aventura que tanto fez sucesso no coração dos fãs da princesa Zelda e de Link, o lendário e eterno herói do mundo de Hyrule.
Análise escrita por: Lipe Vasconcelos