Retrobits

Nota do editor: A análise abaixo foi escrita pelo camarada Strife e publicada originalmente no site NES Archive. Como acredito que muitos dos visitantes do Retrobits também são fãs do “Nintendinho” resolvi trazer o texto para ser apreciado pela galera daqui. Leiam e recordem um dos jogos mais clássicos e queridos do NES!

Informações Gerais

Título: The Simpsons – Bart VS The Space Mutants
Ano de lançamento: 1990
Console: NES
Fabricante: Acclaim
Gênero: Ação/Plataforma
Número de jogadores: 1
Análise escrita por: Strife
Texto originalmente publicado em: www.nesarchive.net

Introdução

Este primeiro jogo com os Simpsons ainda hoje é considerado como melhor game com os personagens de todos os tempos. Graças aos segredos quase intermináveis e fidelidade ao desenho, o jogo fez um estrondoso sucesso, sendo lançado para NES 8 Bit, PC, Master System e Mega Drive. Mas antes de conhecer sobre o jogo, é uma boa fazer um resumo sobre os personagens.

Quem são os Simpsons?

É até bobagem perguntar, mas hoje os Simpsons não passam despercebidos por fãs de qualquer idade. Seu carisma, sarcasmo e uma boa dose de crítica social americana foram sua marca desde que seu primeiro desenho foi feito. Nem mesmo seus criadores, Matt Groening e Sam Simon, poderiam imaginar tamanho sucesso.

Na verdade, Matt já havia sido convidado por Sam para criarem uma comédia animada que iria ao ar nas noites de domingo no programa The Tracey Ullman’s Show. Matt sugeriu transformar seu HQ, até então obscuro, Live in Hell, em animação. Só que a direção do Tracey Ullman acabou vetando essa idéia por causa do teor anárquico das tiras.

Matt então, transformou sua família em personagens. Seus pais, Homer e Marge, e suas irmãs, Lisa e Maggie. O menino, até então se chamaria Matt, mas Sam sugeriu um anagrama para a palavra brat (endiabrado), que culminou em Bart.

Os Simpsons estrearam no programa em 19 de abril de 1987, com o desenho Good Night, de 1 minuto. O sucesso foi absurdo e mais 50 episódios foram feitos. Em 1989, a FOX exibiu um especial de Natal com os Simpsons entitulado The Simpsons Hoasting Open Fire (Prêmio de Natal, por aqui), de 23 minutos, que culminaria de uma série exibida pelo próprio canal, e que estrearia em maio do ano seguinte, com o episódio Bart the Genius (Bart, o gênio). Daí em diante, todo mundo sabe. Os Simpsons se tornaram cult e adorados por todos. E hoje, quase 20 anos e 400 episódios depois, eles parecem distantes de sair de moda.

O jogo

A Acclaim, responsável por transportar os Simpsons da TV para o vídeo game, fez um ótimo trabalho, mostrando várias situações engraçadas do desenho. Os trotes que Bart dá em Moe, o dono do bar, a cabeça cortadas de Jebediah Springfield, os choques do Dr. Marvin Monroe, a horrorosa (e sumida) babá Sra. Botz, entre outros lances da primeira temporada dos Simpsons. (assista os DVDs).

O gráfico utiliza um colorido forte, típico do desenho e se passa por vários locais da cidade de Springfield, onde a família mora. O som conta com a música tema da abertura, só que executada à exaustão, acaba cansando um pouco. Na verdade, há pouquíssimos temas musicais, duas trilhas e quatro para bosses. Os efeitos sonoros são típicos do NES, exceto quando Bart morre. Ele então falará “Eat my shorts”, algo como dane-se, vai se ferrar, coisas do tipo. No jogo, Bart, o herói da estória, anda de skate, pixa objetos, estoura balões, anda na grama e zoneia a pacata cidade do interior. Tudo começou quando Bart presenciou a chegada de uma nave espacial, numa noite entediante.

Ele descobriu que seres mutantes planejam conquistar a Terra recolhendo objetos terrestres para que sua terrível máquina funcione. Bart descobre quais são e resolve destruí-los para impedir os mutantes. Os alienígenas se disfarçam de humanos e se misturam com o povo, só que Bart pode identificá-los com seus óculos de raio-X e deve pular em suas cabeças para recolher uma prova.É com essa prova que Bart convencerá seus parentes a ajudá-lo.

Em cada fase, ele deverá escrever na tela o nome de um parente (cada prova vale uma letra) para que receba sua ajuda contra o boss da fase. O jogo é difícil. Bart pode ser acertado duas vezes por vida e deve enfrentar os soldados mutantes Zebloid e Glondip, além de seus tradicionais inimigos do desenho. Para ajudá-lo, há o palhaço Krusty, que dá 1 vida, e Jebediah Springfield, fundador da cidade, que deixa Bart invencível.

As Fases

As ruas de Springfield

Na fase inicial, Bart deve pixar, esconder ou destruir pelo menos 24 obetos na cor roxa. Há vários truques para alguns mais difíceis, vai valer a sua imaginação. Essa fase é relativamente fácil e dá muitas vidas, ideal para acumular. No fim, o inimigo é Nelson que ataca Bart com balões de água.

Shopping Center

Numa fase esburacada, Bart deve chegar ao quarto andar do shopping, passando por todo tipo de objetos saltantes enquanto recolher 25 chapéus. Esse fase é pra testar sua paciência. chegando ao último andar, Bart enfrentará a sra. Lucille Botz, a babysiter bandida.

O Parque Krustyland

Bart deve destruir 40 balões no parque de Krusty, usando o estilingue ou pegando-os. Neste fase há joguinhos que valem vidas. O boss é Sideshow Bob, o palhaço de TV que traiu Krusty.

Museu de História Natural

Neste museu, Bart deverá coletar 6 placas de saída (Exit), além de derrotar os mais estranhos inimigos. Nesta fase está o famoso dinossauro, que tanto trabalho deu aos jogadores de NES. No entanto, derrotar o Dr. Marvin Monroe no fim será bem fácil.

A Usina Termonuclear de Springfield

É na usina do Sr. Burns, onde Homer trabalha, que o jogo acaba. Bart deve coletar e levar ao reator no subsolo 16 barras verdes radioativas. Nesta fase, que parece um labirinto, Bart deverá usar elevadores e escadas para chegar às barras. Entretanto, toda a família estará ajudando de alguma forma. Esta fase não tem boss.

Avaliação:

Gráficos

O layout das telas é limpo e perceptível, com todos os itens do placar bem explicados. O colorido é bom e há um bom nível de detalhes.

Dificuldade

O jogo é bem difícil. São muitos buracos para pular, lances complicados e a exigência de se coletar itens para passar de fase.

Som

No geral os efeitos são comuns do NES, as músicas são fiéis ao desenho, mas são poucas. Há no entanto duas vozes digitalizadas.

Jogabilidade

Os comandos são precisos, mas como são muitos movimentos, é preciso atenção para não se atrapalhar. Quando dá um super pulo, Bart pode acabar gastando um tiro da arma que tiver, se os botões não forem apertados no tempo certo. Deveria também, haver um meio mais rápido de se acionar a pausa.

Conclusão

Bart VS The Space Mutants é um jogo divertido, difícil e que promete prender a atenção de quem quiser se aventurar. Se você nunca conseguiu terminá-lo continue tentando, porque é muito bom mesmo.

Análise escrita por: Strife
Texto originalmente publicado em: www.nesarchive.net

 
 

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7 Comentários em “The Simpsons – Bart VS The Space Mutants: Mais um clássico do NES!”

  1. User Gravatar Samuel Batista | 01/13/09 - 3:16

    Esse daí eu joguei até a exaustão… literalmente falando!

    Foi dose fechar esse jogo em um final de semana passando por todos os segredos.. não sei se o jogo é realmente muito difícil ou eu era novo demais! Se bem que todos os jogos dos Simpsons eram difíceis! Bart Vs. The World e Bart's Nightmare eram muito fodas!

    Bons tempos onde a Acclaim fazia jogos de qualidade!

  2. User Gravatar edineilopes | 01/13/09 - 0:57

    Na época, e para o nintendinho, achava os gráficos ótimos. Achei muito interessante esse jogo possuir voz digitalizada. Coisa rara nos 8bits. Esse jogo apesar de carismático é muito difícil, não consegui ir longe nele.

    Um bom tempo depois fui conhecer a versão para Mega que achei parecida demais com a do 8 bits. Isso também aconteceu com o battletoads do Mega, que era muito similiar com a versão do NES (e sem animação de abertura!)

    Parabéns ao Strife pelo texto! Muito bom!
    Legal André ter compartilhado e trazido para os leitores do retrobits.

  3. User Gravatar Grandpaa | 01/13/09 - 4:05

    Joguei esse Simpsons no Mega Drive. Foi o primeiro jogo deles que joguei e tenho ótimas lembranças. Nos consoles acho que é o melhor que joguei, mas meu preferido ainda é os Simpsons dos arcades.

  4. User Gravatar edineilopes | 01/15/09 - 0:30

    Bem lembrado, Grandpa. O Simpsons do arcade tem o padrão de qualidade da Konami. Jogão! Pena não ter aparecido nos consoles.

  5. User Gravatar BocaFox | 01/15/09 - 15:55

    Rapaz….

    Jogo pra macho!

    Juntamente com Kage – Shadow of The Ninja e Yo! Noid, foi um dos games que mais aluguei.

    Perdi a conta de quantas e quantas vezes chegava na segunda fase a do Shoping e morria na parte que em você tem que pular as plataformas formadas por guloseimas e uns sacos não sei de que, perdia tudo que eu acumulava na primeira fase, caindo no cimento, PQP, essa parte era de quebrar uma coleção inteira de joysticks. Muito depois, descobri um macete, que dando 3 pulas em uma das plataformas, ela se movia sozinha até o fim do cimento fresco, que ódio!!!!

    A fase do circo é bem divertida, com vários joguinhos no parque, em um deles, tinha até como você roubar usando o ímã que você compra na primeira fase, muito divertido.

    A fase do museu realmente me arrepia a coluna quando lembro a parte do dinossauro (não vou dar spoil aqui né, é a parte mais estressante do game), mas depois que descobri como passar, o resto foi fácil.

    Uma dica pra ultima fase, todos da família ajudam a encontrar as partes que você precisa, mas pra isso, você te que ter conseguido pegar o extra das fases anteriores. É divertido você dar o saquinho de batatas para o Homer, façam isso e se mijem de rir.

    Bom, bela matéria, e obrigado por compartilhar conosco André e obrigado ao Strife.

    Abraço.

  6. User Gravatar FeraFox | 01/18/09 - 19:58

    E um game, espetacular……. muito jogado nos tempos de moleque….. n

  7. User Gravatar Ramon | 12/13/09 - 17:42

    caralho muito loko mano esse jogo, jogava dimais, saudade
    so q eu tinha ele no mega drive, o grafico era meio diferente desse dai
    bem melhor pra fala a verdade

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