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Informações Gerais:

Ano de lançamento: 1997
Console: Master System
Fabricante: Capcom / Tec Toy
Gênero: Luta

Street Fighter II… até o Master System teve uma versão!

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Street Fighter II foi um dos jogos mais importantes dos anos 90. Saiu pra tudo quanto é console inclusive com versões pirateadas pro NES e pro fliperama. A versão que eu fiz a análise foi a do Master System, que foi produzida pela Tec Toy em 1997. Não tenho certeza, mas acho que esse foi um dos últimos jogos a ser lançado pro Master System… Então, deixando o blá-blá-blá de lado, vamos a análise:

Som:

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As músicas lembram as músicas originais dos personagens. Claro que não tem a mesma qualidade das versões do fliperama, as versões das músicas desse jogo parecem ser em formato midi se comparado com as do fliper. Apesar disso são até gostáveis. Em relação aos efeitos sonoros, os únicos do jogo são os de quando o personagem sofre dano (o som parece com um tiro de um jogo de nave) e a voz do narrador, que fala o nome do personagem escolhido, e as frases padrão (round one, You Lose, o nome do personagem e por aí vai…). Os personagens não falam.

Nota: 8,5

Gráficos:

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Os gráficos ficaram estranhos. As cores dos cenários e dos personagens estão desbotadas (sinceramente não sei se é por causa da capacidade do Master ou se foi incompetência da Tec Toy…). Os cenários também não tem todos aqueles detalhes da versão Arcade (por motivos Óbvios), sendo que alguns cenários como o do Blanka ficaram bem vázios. Em outros cenários ficaram alguns detalhes curiosos. Mais precisamente no cenário do Ken, o návio agora é minúsculo (lembrando um pouco a versão do cenário usada na tela de bônus do carro da versão original) sendo que nesse cenário agora tem dois návios. Não sei o por quê, mas o navio da esquerda é uma versão espelhada do navio que está no lado direito, com letras do avesso. Os cenários também ficaram desproporcionais ao tamanho do personagem, mas isso é compreensível. Talvez se tivesse tarjas pretas limitando o tamanho da tela, talvez ficasse melhor… Talvez…

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A caracterização dos personagens ficou razoavelmente boa já que são poucos os jogos do Master em que os personagens são grandes, e é possível perceber que o Bison é o Bison e que o Ryu é o Ryu, não há muito o que dizer. Claro que os rostos ficaram um pouco feios (percebe-se isso principalmente na pose de vitória do Balrog). O interessante é que os desenhos usados no tela de seleção dos personagens são da versão Super. Já a movimentação dos personagens ficou mais ou menos. Sim, a movimentação dos personagens ficou bem bacana, semelhante a versão original, eu até me surpreendi com os detalhes dos movimentos que ficaram nos personagens, mas as magias ficaram no mínimo estranhas. É dificil notar a pequenas distâncias quando os personagens que usam magias as usam e as vezes quando você é atingido por uma, parece que eles soltam duas ou três ao mesmo tempo (elas não aparecem em distâncias curtas, mas você sente que você levou mais que um golpe). As vezes também parece que o personagem flutua no cenário.

Nota: 8,0

Jogabilidade:

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A jogabilidade é fraca. Por mais que eu tentasse fazer o famoso “meia lua pra frente+ o botão de soco” com o Ken, o Hadouken não saía de jeito nenhum. Então eu tentei adotar a técnica mais famosa pra quem não sabe jogar aquele negócio de apertar os botões e direcional feito doido e foi aí que misteriosamente saiu um Hadouken. Conclui-se então que a jogabilidade está ruim, já que pelos comandos tradicionais a maioria dos golpes só saem com muita sorte. De vez em quando é possível soltar um Kikoken da Chun Li ou um Psycho Crusher do Bison. Infelizmente o emulador que eu usei não suporta o joystick de seis botões (que foi criado pro console, exclusivamente para esse jogo).

Nota: 6,5

Conjunto:

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Análisando friamente, nota-se vários defeitos no jogo. Por exemplo, o Blanka está mais apelão que nunca, lembrando o Ice Man do jogo do X- Men: Se você se defender da bolinha, você vai receber um dano gigantesco e as vezes parece que a bolinha dele muda de direção (e muda mesmo se você pular desse golpe e de outros como o Psycho Crusher do Bison e o Hurricane Kick de Ken e Ryu!!! ), chegando a ser rídiculo, pois compensa mais levar o golpe do que defender dele ou tentar desviar pulando. Em relação aos outros personagens, os problemas estão relacionados a falta de quadros de animação (por exemplo o “facão” do Guile sobe até a metade, semelhante a animação da primeira parte do especial dele na série Alpha, o Balrog desliga quilômetros pra dar o Dash Straight, usando uma única animação, tornando-se uma presa fácil quando ele aplica o golpe). Outra coisa é que tentar usar os golpes é perda de tempo. O melhor jeito de vencer é usando soco e chute comum, voadoras e golpes estáticos (o choque do Blanka e as pernadas da Chun Li ou simplesmente o soco forte do Balrog), já que a dificuldade do jogo no modo normal é no mínimo rídicula. Além do mais, os personagens tem que receber dois golpes para que a barra de energia diminua (aí acho que não tem desculpa, acho que isso foi feito bem nas coxas). Alguns golpes e personagens foram retirados dessa versão, mas acho que faltou um certo bom senso da produtora em relação aos golpes mantidos.

Na minha opinião, Zangief é um personagem mais tradicional do que o Blanka, por isso deveria ter sido mantido (tá certo que o jogo foi produzido pela Tec Toy, por isso que o Blanka está aqui…), e, em relação aos golpes, acho que por exemplo, o Ken e o Ryu deveriam ter uma diferenciação – Ken teria o Shoryuken e o Hadouken e o Ryu teria o Hurricane Kick e o Hadouken). Ah, sim já ia me esquecendo, o final do jogo é bem “inspirador”, lembrando o maravilhoso final do Street Fighter 1.

Nota: 7,5

Os personagens:

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Segue a lista dos personagens e os golpes mantidos nessa versão (o nome dos golpes podem estar errados):

Ryu (Golpes: Hadouken, Tatsumaki Senpuu Kyaku) Ken (Golpes: Hadouken, Tatsumaki Senpuu Kyaku), Chun Li (Golpes: Lightning Kick, Kikoken), Guile (Golpes: Sonic Boom, Somersault Kick), Blanka (Golpes: Eletric Thunder, Horizontal), Balrog (Golpes: Dash Straight, Dash Upper), Sagat (Golpes: Ground Tiger Shot, Tiger Knee) e Bison (Golpes: Psycho Crusher, Knee Press)

Conclusão:

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A versão do Master System do Street Fighter II’ está longe de ser a décima maravilha do mundo, nem está entre os melhores jogos do console. Mas é uma versão decente, tem seus méritos, e seus defeitos. Vale a pena dar uma olhada pelo menos como curiosidade. Ah sim, recomendo não jogar em telas grandes, pois aí os defeitos dos gráficos ficam mais que evidentes, graças provavelmente a baixa resolução do Master System (digo provavelmente por que não sou técnico e posso estar errado em dizer isso).

Nota Final: 7,5 (Regular)

Análise escrita por: crpj18