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Análise escrita por: B – Mark (membro do nosso fórum)

Informações Gerais:

Título: Halloween
Plataforma: Atari 2600
Gênero: Adventure / Survival Horror
Fabricante: Micro Graphic Image
Distribuidor: Wizard Video Games
Ano: 1983

Um dos pioneiros no survival horror

Atualmente os jogos do gênero survival horror são bem conhecidos entre os gamers; especialmente nos consoles de 32 bits. Neste gênero temos jogos famosos como Resident Evil e Silent Hill. Mas o Atari 2600, também teve jogos deste gênero como Haunted House da Atari que foi lançado em 1982 e Halloween da Wizard Video Games de 1983; que aliás é o jogo analisado por mim.

Wizard Video Games: A empresa

A Wizard Video Games surgiu em 1983 como uma divisão da Wizard Video; uma distribuidora de vídeo que tinha os direitos das séries Texas Chainsaw Massacre (conhecido por aqui como o Massacre da Serra Elétrica ) e Halloween para VHS, viu no mercado de games a possibilidade de ganhar dinheiro fácil distribuindo as versões em games das duas cinesséries de terror tendo como alvo o público adulto.

Para a criação dos jogos a empresa contratou a Micro Graphic Image que era formada por ex-programadores da Apollo. Uma curiosidade sobre a Wizard Video Games é que ela lançou apenas dois títulos, ou seja Texas Chainsaw Massacre e Halloween antes de fechar; mesmo destino que várias empresas de games que produziram jogos de baixa qualidade para o Atari 2600 tiveram naquela época que foi marcada com o Crash de 1984.

A empresa também anunciou um terceiro título que se chamava Flesh Gordon; uma paródia erótica do Flash Gordon e seria o primeiro jogo erótico da empresa; pegando carona no sucesso dos jogos de mesmo gênero da Mystique mas ele foi cancelado devido as baixas vendagens de seus dois primeiros títulos.

Halloween: O jogo

Halloween foi baseado no filme homônimo de 1978 dirigido, produzido e escrito por John Carpenter e é considerado por muitos um clássico dos Slash Movies ao lado de Friday 13th, A Nightmare on Elm Street e Texas Chainsaw Masscare e também responsável pelo surgimento de clichês de filmes de horrror de baixo orçamento produzido nas décadas de 80 e 90. O jogo segue a história do filme de 1978, mas os personagens não tem seus nomes mencionados no manual.

O jogador controla uma garota que trabalha como babá de várias crianças em uma casa de 2 andares. Seu nome não é mencionado no manual mas provavelmente seja Laurie Strode e terá que salvar as crianças que estão nas várias salas da casa de um maníaco homicida; o Michael Myers que fugiu do sanatório justamente na noite de Halloween.

Mas nem sempre você terá que fugir do maníaco. Em algumas salas da casa tem uma espada; que mais parece com um crucifixo que pode ser usado para ferir Michael e obrigá-lo a se retirar. Assim como vários jogos do Atari 2600, Halloween não tem fim e seu objetivo é fazer o maior número de pontos possível; além de salvar as crianças.

Quando a personagem é atingida por Michael, ela é decaptada e seu corpo corre sem a cabeça e espirrando sangue. Já o garoto tem seu corpo jogado no chão e fica saindo sangue dele. A cada criança resgatada, o jogo aumenta em dificuldade com o aumento na velocidade do maníaco. O jogo termina quando você perde suas 3 vidas que são representadas pelas abóboras.

Um jogo controverso com baixa vendagem

Assim como Texas Chainsaw Massacre, Halloween também teve baixa vendagem; não pela qualidade do título que não é tão bom quanto Enduro, River Raid entre outros clássicos do Atari 2600 mas pelo seu conteúdo violento. Por causa disso muitos comerciantes se recusaram a vender os jogos temendo sofrer represálias por parte de pais de família cujo filho poderia comprar o jogo. E como no início dos anos 80 não tinha um órgão de classificação de jogos por faixa etária como a ESRB – Entertainment Software Rating Board isso serviu para piorar a situação da Wizard Video Games que não estava nada boa.

Liquidação do encalhe

Uma das consequências das baixas vendagens de um produto é o encalhe; uma série de produtos que não foram vendidos e que só servem para ocupar o espaço do depósito da firma. A Wizard resolveu fazer uma liquidação de seus cartuchos encalhados os vendendo sem a label a um preço mais baixo que na época do lançamento. Estes cartuchos tinham somente o título escrito em uma etiqueta e de forma manual; mas mesmo assim a vendagem foi baixa devido a outro motivo que é a falta da label e da etiqueta com o título escrito a mão fez com que muitos consumidores pensassem que se tratasse de um cartucho pirata que é conhecido por lá como Bootleg. O Angry Video Game Nerd tem um desses cartuchos que ele usou para fazer o seu review.

Um objeto de desejo de muitos colecionadores

Apesar de sua baixa qualidade se comparado aos clássicos do Atari 2600; Halloween é muito procurado por colecionadores de games e também por colecionadores de material referentes a filmes de horror pelo fato de ser raro e também por ser um dos primeiros jogos de video game a possuir sangue. Já eu como colecionador de games tenho até hoje meu multicart pirata com este jogo que marcou minha infância.

Halloween no Brasil

Por aqui o jogo teve seu nome mudado para Sexta Feira 13. O motivo desta mudança é um mistério. Mas acho que isso ocorreu porque Michael Myers e Jason são semelhantes em suas concepções: Assassinos mascarados.

Nunca vi cartuchos individuais com ele; só vi multicarts de 4 jogos produzidos pela Milmar; também responsável pelo Dactar, um dos clones do Atari 2600.

Mas ao se jogar o jogo logo se percebe que ele não é baseado na série do Jason por causa da música tema do Halloween e também na forma em que as vidas do jogador são representadas em formas de Jack – o – Lantern; as abóboras que são ícones da data comemorativa.

Minha opinião sobre Halloween

Meu pai comprou este cartucho para mim em 1989; antes de ganhar meu Master System no Natal daquele mesmo ano. No caso um multicart de 4 jogos. Na época achava que era baseado na série do Jason por causa do título Sexta Feira 13; mas só descobri a verdade quando joguei no emulador Stella de um amigo meu e quando coloquei no Halloween vi que era o meu jogo que chamava de Sexta Feira 13. Nunca vi um filme da série Halloween mas tenho interesse nela; especialmente pelo primeiro de 1978 onde tudo começou mas joguei o jogo quando era criança e me lembro de sua música sinistra que era tocada em um sistema limitado como o Atari 2600 e também por ser o primeiro jogo onde vi sangue.

Análise escrita por: B – Mark (membro do nosso fórum)

 
 

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3 Comentários em “Halloween (Atari 2600)”

  1. User Gravatar flavio c.rocha | 06/1/08 - 3:12

    nossa essa foi do fundo do bau eu lembro desse jogo era muito engraçado

  2. User Gravatar nicholas | 12/15/08 - 8:53

    alguem viu a analise que o AVGN fez desse jogo ?
    muito engraçado ^^

  3. User Gravatar Elton | 01/5/10 - 22:49

    Já eu quando joguei ele pela primeira vez, eu não conhecia nem a série Halloween e nem Sexta-feira 13. Estava passando temporada numa chácara, com a família, alguns tios e alguns primos, e então foi engraçado porque eu não conhecia os filmes (Halloween e Sexta-f. 13) e por isso eu fiquei dizendo no início: "Ué, sexta-feira 13 num tem q ter gato preto, escada q num pode passar embaixo, etc.?" (eu era mto pequeno e pra mim sexta-feira 13 significava somente o dia do azar e nada mais ; eu lia muito gibi infantil, e eles costumavam explicar as superstições sobre esse dia em algumas historinhas), aí um primo q conhecia o Sexta-f. 13 explicou sobre o filme, e como ele não conhecia o filme Halloween e nem a sinistra música, ele ficou chamando o assasino de Jason e eu só fui sacar o erro do título na distribuição brasileira quando eu conheci a série Halloween através do extinto Cine Trash da Bandeirantes (bons tempos aqueles). Posso considerar, e só estaria errado se minha memória estiver falhando muito, q esse jogo foi importantíssimo no meu desenvolvimento como apreciador d filmes d terror e jogos Survival horror, ou jogos de terror e derivados, pois foi a partir desse jogo q eu comecei a ficar curioso e me interessar pelo terror moderno, por esses monstros e psicopatas dos filmes de hoje em dia. Antes desse jogo (e é claro que é também por causa da minha pouca idade na época) eu achava q o gênero terror era composto simplesmente de monstros clássicos como vampiros, o monstro de Frankenstein, bruxas, zumbis (os mais clássicos que quase não são violentos, que metem medo só por causa da aparência) e poucas criaturas além dessas. Esse jogo eu considero ruim pela repetitividade e pelo gráfico mal caprichado (claro q o console limitado também tem culpa nisso,apesar da diversão e alegria q o Atari trazia quando vinha "morar" no lar de alguma família), e o que salva ele é o som. Não pela qualidade, mas pelo medo que eu tinha – eu não sei o q dava mais medo em mim, se era a música do Michael Myers ou a falta dela enquanto se ouvia o estranho passinho da personagem (ou seja, era um suplício ficar ouvindo aquele passinho bizarro e ainda ficar c/ medo da musiquinha voltar trazendo o fela-da-pota de novo pra tela).

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