Mark of the Wolves

[[Esta análise foi escrita originalmente pelo usuário Valmount do fórum SNK-Fighters e está transcrita aqui no Retrobits para a apreciação de todos.]]

História
Em Real Bout Fatal Fury, vemos Geese cair de cima do Geese Tower… a primeira apresentação do game mostra Terry tentando ajuda-lo e o lunático se jogando de 30 andares. Com Geese aparentemente morto Terry adota seu filho, Rock, e ensina ao garoto como lutar (ensinando tecnicas do Geese e de Terry). Anos depois, aparece diante dos dois, um convite para ambos participarem do The King of Fighters (que teve origem no primeiro FF, idealizado por Geese), só que dessa vez organizado por Kain R. Heilen, cunhado do falecido chefão do crime Geese Howard. Terry para defender o titulo de ultimo campeão e Rock para descobrir algo sobre seu passado. Todos os personagens tem uma história a parte, mas o jogo é centrado nesta e claro existe um grande enredo.
Nota : 10

Gráficos
É dificil achar que este jogo foi feito para a velha placa Neo Geo. E a forma como foi transportado para o PS2 impressiona, contando com até um filtro para deixa-los mais “redondos”, ou seja, se você levar em consideração o tempo do jogo (quase 10 anos) verá que, pela época que foi lançado, este jogo não perde em nada gráficamente, para os jogos da época, inclusive para o carro chefe da falida SNK, The King of Fighters 99, sendo inclusive mais bem trabalhado e polido gráficamente que a série supra-citada até os dias de hoje. Contamos com golpes com simulação de transparencia (se você duvida da capacidade do game, compare um Burn Knucle do Terry em GMotW e depois no KoF2003 e você verá que, mesmo sendo o mesmo personagem, o trabalho de MoW é muito mais primoroso do que nele ou qualquer outro KoF novo) que foi bem executado, além de uma animação interessante. Detalhes pequenos que cativam os jogadores como quando se abaixa com a B. Jennet e ela arruma o cabelo, e o Terry depois de um golpe arrumando suas luvas ou mesmo Rock após um Repuuken, dando um jeito no cabelo. São muitas animações in-game, que mostram que a placa ainda “dava um caldo”. Os cenários são bem bolados e mostram bem a personalidade de cada personagem, e alguns simulam efeitos 3D. Isso tudo passado para o PS2 ficou transportado muito bem. O PS2 não trava, as transições de tela são muito suaves, e não há nenhum slowdown. As artworks estão muito bem feitas e bonitas e os filtros do PS2 deixam os desenhos ainda melhores.
Nota: 10

Jogabilidade
No jogo de arcade ela é fluida e tem características peculiares. Existe o “Just Defend”, que é quando o personagem para o golpe do adversário no ultimo instante, recuperando um pouco da barra de energia a cada aparada. Existe a barra de Top que proporciona um golpe, o Top Attack (SForte+CForte), a mais no personagem, além de que, a medida que o tempo passa, sua barra de energia vai se recuperando gradualmente. Acionando os botões SFraco+CFraco você aciona um tipo de contra-golpe contra rasteiras (exceto o Gato), útil em jogos de nível competitivo, e com o mesmo comando pode-se “quebrar” alguns movimentos, aumentando as chances de se fazer combos. Existe também o Counter, que é quando você antecipa qualquer golpe do adversário atacando-o. Isso faz com que ele vá pro alto, ficando aberta a possibilidade de combos. Há alguns comandos de recover, que são você apertar para trás ou frente quando for arremessado e estiver prestes a tocar o chão. Todos os comandos de Danger Moves foram simplificados (a maioria é duas ou três meia-luas mais o botão de soco ou chute), contendo dois niveis. Com botões fracos se dá o DM normal, gastando um nivel S Powe, que é o primeiro nível. Com botões fortes o DM vai com força total, gastando toda barra P Power (equivalente a duas S Power). Tudo isso foi adaptado ao ágil controle do PS2, ficando mais fácil combear no PS2 do que na máquina, graças ao número de botões disponíveis na manete. Você pode também configura-la para ficar como no arcade (Apenas quatro Botões) ou deixar como está (com os SFr+CFr e SF+CF configurados nos botões L-R’s).
Nota: 10

Som e extras
A parte do som é muito relativa. No arcade (o modo) as músicas são muito bem compostas, levando em consideração que são musicas provenientes de cartuchos e não tem a qualidade de um CD. No modo Arrandged existe um problema grave. Enquanto nos outros FF existia uma verdadeira orquestra para tocar as musicas, criar novos arranjos e dar aquele peso rock que combina tão bem com esse tipo de jogo, esta compilação, que não sei se foi feita com base na conversão de Dreamcast ou é recente mesmo, ficou horrível. Se você pegar a musica do Rock Howard na versão Neo Geo e compara-la no Arrandged vai ouvir uma diferença gritante. Musiquinhas feitas num teclado Cássio meia-boca, Fala sério. Quem ouviu as musicas dos KoF 96,97,98 e 99 sabe do que eu estou falando. Mude para o Neo-Geo e seja feliz com as musicas do modo original.

A parte dos Extras também são dificeis de comentar. A compilação Neo Geo On-line, que é a primeira interface do DVD, só tem a opção de se mudar as musicas, e da jogatina On-Line, que não funciona fora do Japão. Até aí ficaria decepcionado, mas temos dentro do jogo, selecionado-o e abrindo uma nova tela, uns extras que valem a pena. O primeiro são os desenhos ArtWorks que já vem liberados e os Finais, que a medida que vão sendo abertos podem ser revistos pelo jogador. Depois vem uma maravilha, o modo Survival que é muito bem bolado. A medida que você vai acertando o oponente ele vai liberando alguns itens que recuperam energia, enchem a barra de DM ou enchem a barra de Spower para um especial, assim como itens maliciosos que fazem justamente o contrário, enfim, é bem original e legal.
Nota: 8

Personagens

  • Rock Howard: Filho de Geese Howard e aluno de Terry Bogard, é o novo herói do jogo.
  • Kevin Ryan: Um policial de Southtown, Também é amigo de Terry e Rock e está atras do assasino de seu parceiro.
  • Bonne Jenet (B. Jenet): Uma pirata que tem uma queda por Terry Bogard.
  • Kim Dong Hwan: Ensinado por seu pai, Kim Kaphwan, e tem uma rivalidade amigável com seu irmão Kim Jae Hoon. Ele é muito mais convencido que seu irmão.
  • Kim Jae Hoon: Ensinado por seu pai, Kim Kaphwan, e também possui a mesma atitude.
  • Gato: Um lutador poderoso que perdeu suas memórias, incluindo as sobre sua família. Sua irmã é Hotaru Futaba.
  • Hotaru Futaba: Irmã mais nova de Gato. Ela procura por seu irmão.
  • Hokutomaru: Um ninja que foi treinado por Andy Bogard.
  • Khushnood Butt: Conhcecido como Marco Rodriguez no Japão. Utiliza o mesmo estilo de luta que seu mestre, Ryo Sakazaki, Butt é um mestre no Caratê Kyokugenryu.
  • Tizoc: Também conhecido como “The Griffon”, Tizoc é um famoso campeão de luta-livre em Second Southtown.
  • Freeman: Um misterioso Serial Killer que matou o parceiro e amigo de Kevin Rian.

Curiosidades

  • Apenas em sua versão para o Sega Dreamcast, o título do jogo foi traduzido para “Fatal Fury: Mark of the Wolves”.
  • Terry Bogard, além de ter mudado a aparência, é o único personagem da série anterior que participa do jogo, além de não ser mais o herói.
  • Khushnood Butt era originalmente chamado de Marco Rodriguez, na versão americana, o nome do carateca brasileiro foi mudado para um nome ainda menos característico do país, (Kushnood Butt).
  • No cenário de Hokutomaru, podem ser vistas imagens ligadas aos antigos jogos da série, como a foto de Geese e seus capangas, ou o que parece ser Mai e Andy de mãos dadas.

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NOTA FINAL: 9

Prós
– Gráficos lindos!
– Jogabilidade viciante e empolgante!
– Personagens bem bolados!
– O filho de Geese é legal como o próprio!
– Trilha sonora ORIGINAL DO ARCADE é excelente!
– Survival bem legal!

Contras
– Musicas do Arrandged são feitas no tecladinho Cássio meia-boca citado a pouco tempo!
– Não dá pra jogar On-Line fora do Japão!
– Não tem como colocar a linguagem em Inlgês!

Conclusão
É um dos Top 3 jogos de luta que joguei no PS2 e até em outros consoles. Recomendadíssimo, além de ser um clássico. Se você gosta de um belo jogo de luta, de jogos bem bolados, de personagens cativantes e de uma boa dose de adrenalina, este é seu jogo.